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Parque Natural da Ria Formosa

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Revisão em 10h23min de 3 de novembro de 2016 por Lands - Turismo na Natureza (Discussão | contribs) (Flora e fauna)
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Parque Natural da Ria Formosa

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O Parque Natural da Ria Formosa é uma área protegida de Portugal.

Entenda

No concelho de Faro, sujeito a fortes tendências de crescimento económico e demográfico, joga-se muito do futuro da Ria. É aqui que o sapal, onde se concentra grande parque da riqueza natural deste ecossistema, ocupa maior área. A Ria, tal como a conhecemos, subsistirá nesta região mais tempo do que em qualquer outro local. Se soubermos protegê-la.

História

O Decreto-Lei nº 373/87, de 9 de dezembro, criou o Parque Natural da Ria Formosa traçando-lhe como objetivos primeiros a proteção e a conservação do sistema lagunar, nomeadamente da sua flora e fauna, incluindo as espécies migratórias, e respetivos habitats. Aliado à necessidade de proteção do património natural e ao desenvolvimento socioeconómico, foram contemplados também outros objectivos tais como atividades tradicionais e promoção de atividades de lazer e turismo como forma de sensibilizar a população e os seus visitantes para a necessidade de preservar estes valores naturais e culturais.

Paisagem

Flora e fauna

A Ria Formosa apresenta dois biótopos fundamentais: a duna e o sapal. O primeiro, pouco exuberante, protege e possibilita o segundo, mais rico. Ambos são fortemente condicionados pela presença do mar.

A riqueza e calma do sapal, protegido pelo cordão dunar, fazem da Ria Formosa – estrategicamente posicionada entre a Europa e a África – o santuário ideal para numerosas espécies de aves migratórias. Oriundas do Norte da Europa, encontram neste ponto do local para invernar ou para repousar na viagem até África tropical.

1.DUNA A vegetação, retendo as areias movimentadas pelo vento, permite a formação de dunas. Pouco à frente do limite superior das marés já encontramos, na anteduna, algumas espécies pioneiras, como Eruca-marítima e Barrilha-espinhosa. Esta primeira vegetação, sempre fustigada pelo vento, dispõe-se espaçadamente.

2.SAPAL O sapal surge em zonas costeiras, de águas calmas. A lenta deposição de sedimentos proporciona a formação de um solo fofo, marcado pela salinidade, pela humidade e consequente falta de oxigénio. As espécies pioneiras, como a Morraça instalam-se nas zonas de cota mais baixa. Graças a elas, a corrente suaviza-se e a sedimentação pode aumentar, consolidando o solo.

Entre as espécies mais importantes encontram-se as que se fixam nas zonas do caniçal e do sapal (limícolas). Nestas, a galinha-sultana (Porphyrio porphyrio) merece particular atenção, dado que se trata de uma das mais raras da Europa. O Caimão – como é vulgarmente conhecida – tem na Ria Formosa um dos poucos locais de reprodução confirmados em Portugal. Outras limícolas interessantes são a Tarambola-cinzenta (Pluvialis squatarola), o fuselo (Limosa lapponica), o Pilrito-de-peito-preto (Calidris alpina) e o Maçarico-real (Numenius arquata).

Mais fáceis de observar do que as limícolas são a Cegonha-branca (Ciconia ciconia) e a Garça-branca (Egretta garzetta). Anatídeos como a Marrequinha-comum (Anas crecca), o Pato-trombeteiro (Anas clypeata), Piadeira (Anas penelope) e o Zarro-comum (Aythya ferina), também se encontram em abundância.

As dunas e as salinas da Ria Formosa abrigam ainda outra espécie ameaçada na Europa. Falamos da Andorinha-do-mar-anã (Sterna albifrons), uma espécie em declínio, cuja população nidificante na Ria representa 40% dos efetivos nacionais. Podem ainda observar-se algumas espécies de passeriformes como a Alvéola-amarela (Motacilla flava) e a Cotovia-de-poupa (Galerida cristata).

Estas áreas abrigam também algumas espécies de répteis como a cobra-de-pernas-tridáctila (Chalcides chalcides) e a lagartixa-do-mato (Psamodromus algirus). O mais interessante, devido ao seu estatuto de ameaçado, é o Camaleão.

Toda a exuberância da avifauna está ligada à abundância de alimento, vegetal e animal. A Ria representa um importante zona de reprodução para numerosas espécies de moluscos, crustáceos e peixes. São frequentes a Conquilha, a Navalha, o Sargo, a Dourada, o Robalo e a Enguia - só para destacar as espécies de maior valor económico.

Clima

A serra algarvia e o oceano juntam-se para produzir um clima mediterrânico: no Verão, a brisa marítima refresca; no Inverno, a serra barra os ventos frios do norte.

A temperatura média anual situa-se nos 17.2ªC, sendo Julho a Agosto os meses mais quentes (com médias de 23.3 e 23.4ºC, respectivamente), enquanto Janeiro e Fevereiro ficam no outro extremo, apresentando médias de 11.9 e 12.6ºC. Nos extremos, podem atingir-se 39.8º C em Julho e descer-se aos 1.4ºC negativos no mês de Dezembro.

A precipitação mostra-se pouco significativa - 522.8 mm de média total anual, sendo Dezembro o mês mais pluvioso (94.1mm). Esta sazonalidade da precipitação seca parte das ilhas de água durante a maior parte do ano, assumindo características torrenciais nos meses mais pluviosos.

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  • Passeio de barco na Ria Formosa e a Ilha de Tavira [1]


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