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Parque Natural da Ria Formosa

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(Flora e fauna)
(História)
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O Decreto-Lei nº 373/87, de 9 de dezembro, criou o Parque Natural da Ria Formosa traçando-lhe como objetivos primeiros a proteção e a conservação do sistema lagunar, nomeadamente da sua flora e fauna, incluindo as espécies migratórias, e respetivos habitats.
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Classificada como Parque Natural desde 1987, tem uma área de cerca de 18 mil hectares, e encontra-se protegida do mar por cinco ilhas-barreira e duas penínsulas: a península do Ancão (que inclui a incorrectamente chamada Ilha de Faro), a Ilha da Barreta ou Deserta, como é mais conhecida, a Ilha da Culatra (onde se encontra o Farol de Sta Maria), a Ilha da Armona, a Ilha de Tavira, a Ilha de Cabanas e, finalmente, a Península de Cacela. Toda esta área de enorme beleza estende-se ao longo de 60 km da costa sotavento do Algarve pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António desde a península do Ancão até à praia da Manta Rota.
Aliado à necessidade de proteção do património natural e ao desenvolvimento socioeconómico, foram contemplados também outros objectivos tais como atividades tradicionais e promoção de atividades de lazer e turismo como forma de sensibilizar a população e os seus visitantes para a necessidade de preservar estes valores naturais e culturais.
 
  
 
===Paisagem===
 
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Revisão de 10h26min de 3 de novembro de 2016

O Parque Natural da Ria Formosa é uma área protegida de Portugal.

Entenda

No concelho de Faro, sujeito a fortes tendências de crescimento económico e demográfico, joga-se muito do futuro da Ria. É aqui que o sapal, onde se concentra grande parque da riqueza natural deste ecossistema, ocupa maior área. A Ria, tal como a conhecemos, subsistirá nesta região mais tempo do que em qualquer outro local. Se soubermos protegê-la.

História

Classificada como Parque Natural desde 1987, tem uma área de cerca de 18 mil hectares, e encontra-se protegida do mar por cinco ilhas-barreira e duas penínsulas: a península do Ancão (que inclui a incorrectamente chamada Ilha de Faro), a Ilha da Barreta ou Deserta, como é mais conhecida, a Ilha da Culatra (onde se encontra o Farol de Sta Maria), a Ilha da Armona, a Ilha de Tavira, a Ilha de Cabanas e, finalmente, a Península de Cacela. Toda esta área de enorme beleza estende-se ao longo de 60 km da costa sotavento do Algarve pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António desde a península do Ancão até à praia da Manta Rota.

Paisagem

Flora e fauna

A Ria Formosa apresenta dois biótopos fundamentais: a duna e o sapal. O primeiro, pouco exuberante, protege e possibilita o segundo, mais rico. Ambos são fortemente condicionados pela presença do mar.

A riqueza e calma do sapal, protegido pelo cordão dunar, fazem da Ria Formosa – estrategicamente posicionada entre a Europa e a África – o santuário ideal para numerosas espécies de aves migratórias. Oriundas do Norte da Europa, encontram neste ponto do local para invernar ou para repousar na viagem até África tropical.

Entre as espécies mais importantes encontram-se as que se fixam nas zonas do caniçal e do sapal (limícolas). Nestas, a galinha-sultana (Porphyrio porphyrio) merece particular atenção, dado que se trata de uma das mais raras da Europa. O Caimão – como é vulgarmente conhecida – tem na Ria Formosa um dos poucos locais de reprodução confirmados em Portugal. Outras limícolas interessantes são a Tarambola-cinzenta (Pluvialis squatarola), o fuselo (Limosa lapponica), o Pilrito-de-peito-preto (Calidris alpina) e o Maçarico-real (Numenius arquata).

Mais fáceis de observar do que as limícolas são a Cegonha-branca (Ciconia ciconia) e a Garça-branca (Egretta garzetta). Anatídeos como a Marrequinha-comum (Anas crecca), o Pato-trombeteiro (Anas clypeata), Piadeira (Anas penelope) e o Zarro-comum (Aythya ferina), também se encontram em abundância.

As dunas e as salinas da Ria Formosa abrigam ainda outra espécie ameaçada na Europa. Falamos da Andorinha-do-mar-anã (Sterna albifrons), uma espécie em declínio, cuja população nidificante na Ria representa 40% dos efetivos nacionais. Podem ainda observar-se algumas espécies de passeriformes como a Alvéola-amarela (Motacilla flava) e a Cotovia-de-poupa (Galerida cristata).

Estas áreas abrigam também algumas espécies de répteis como a cobra-de-pernas-tridáctila (Chalcides chalcides) e a lagartixa-do-mato (Psamodromus algirus). O mais interessante, devido ao seu estatuto de ameaçado, é o Camaleão.

Toda a exuberância da avifauna está ligada à abundância de alimento, vegetal e animal. A Ria representa um importante zona de reprodução para numerosas espécies de moluscos, crustáceos e peixes. São frequentes a Conquilha, a Navalha, o Sargo, a Dourada, o Robalo e a Enguia - só para destacar as espécies de maior valor económico.

Clima

A serra algarvia e o oceano juntam-se para produzir um clima mediterrânico: no Verão, a brisa marítima refresca; no Inverno, a serra barra os ventos frios do norte.

A temperatura média anual situa-se nos 17.2ªC, sendo Julho a Agosto os meses mais quentes (com médias de 23.3 e 23.4ºC, respectivamente), enquanto Janeiro e Fevereiro ficam no outro extremo, apresentando médias de 11.9 e 12.6ºC. Nos extremos, podem atingir-se 39.8º C em Julho e descer-se aos 1.4ºC negativos no mês de Dezembro.

A precipitação mostra-se pouco significativa - 522.8 mm de média total anual, sendo Dezembro o mês mais pluvioso (94.1mm). Esta sazonalidade da precipitação seca parte das ilhas de água durante a maior parte do ano, assumindo características torrenciais nos meses mais pluviosos.

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  • Passeio de barco na Ria Formosa e a Ilha de Tavira [1]


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