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(QUITO, primeiro Patriônio Cultural da Humanidade pela UNESCO)
(QUITO, primeiro Patriônio Cultural da Humanidade pela UNESCO)
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'''MUSEUS E IGREJAS:''' Todos os museus da cidade são pagos. O valor é de U$D 2,00 ou U$D 3,00 aproximadamente dependendo do tipo de museu. As igrejas da Catedral, Basílica do Voto Nacional e Companhia também são pagas (U$D 2,00), mas têm serviço de guias. Em São Francisco, São Domingos, Santo Agostinho e Santa Catalina a entrada à igreja é franca, mas se vai para os seus museus, há uma taxa. É proibido tirar fotos com ou sem flash nos templos e nos museus.     
 
'''MUSEUS E IGREJAS:''' Todos os museus da cidade são pagos. O valor é de U$D 2,00 ou U$D 3,00 aproximadamente dependendo do tipo de museu. As igrejas da Catedral, Basílica do Voto Nacional e Companhia também são pagas (U$D 2,00), mas têm serviço de guias. Em São Francisco, São Domingos, Santo Agostinho e Santa Catalina a entrada à igreja é franca, mas se vai para os seus museus, há uma taxa. É proibido tirar fotos com ou sem flash nos templos e nos museus.     
  
TRANSPORTE:''' Andar de ônibus em Quito é fácil. A cidade possui três serviços importantes de transportação. O Trole Bus percorre a urbe desde a Estação da “Y” ao norte até a Estação de “El Recreo” ao sul. Nos pontos de ônibus há mapas com a informação dos sítios de interesse que vocês podem visitar. A Ecovia faz o trajeto entre a Estação Rio Coca ao norte até a Estação Marin ao sul. A Metrovia é outro serviço que conecta a Universidade Central com o bairro da Ofélia ao norte da cidade. É ideal para aqueles que desejam visitar a Metade do Mundo. Também há serviço de táxis que são de cor amarela além de ônibus particular. As linhas, no Equador são chamadas “Cooperativas” e sempre nas janelas da frente há sinais com a informação dos pontos aonde vai o transporte. No Centro Histórico é melhor caminhar, pois a distancias são curtas.   
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'''TRANSPORTE:'''Andar de ônibus em Quito é fácil. A cidade possui três serviços importantes de transportação. O Trole Bus percorre a urbe desde a Estação da “Y” ao norte até a Estação de “El Recreo” ao sul. Nos pontos de ônibus há mapas com a informação dos sítios de interesse que vocês podem visitar. A Ecovia faz o trajeto entre a Estação Rio Coca ao norte até a Estação Marin ao sul. A Metrovia é outro serviço que conecta a Universidade Central com o bairro da Ofélia ao norte da cidade. É ideal para aqueles que desejam visitar a Metade do Mundo. Também há serviço de táxis que são de cor amarela além de ônibus particular. As linhas, no Equador são chamadas “Cooperativas” e sempre nas janelas da frente há sinais com a informação dos pontos aonde vai o transporte. No Centro Histórico é melhor caminhar, pois a distancias são curtas.   
  
 
'''PARA SOBREVIVER EM QUITO:''' Dizem os quitenhos que o clima da cidade é como as mulheres: imprevisível. No entanto, entre junho e setembro o clima é de verão. Há muito sol e ventos fortes, mas é ideal para admirar a beleza dos vulcões e montanhas andinas. Em outubro começam as chuvas, embora sejam mais fortes em abril. Os sinais estão em todas as partes da cidade, mas os motoristas não sempre têm respeito pelos pedestres. Às vezes, cruzar uma rua ou avenida é toda uma aventura. Não esqueça usar sempre lentes de sol e protetor solar. Há vários atores, modelos e apresentadores de televisão no Equador de origem brasileira que são ídolos para muitos jovens. Percam cuidado, que aqui serão muito bem recebidos. Se quiserem poupar dinheiro na hora das comidas, há muitas opções econômicas. Existem restaurantes populares que oferecem café da manhã por U$D 1,00 que inclui suco de fruta, ovo, pão com manteiga e café com leite. Os almoços populares “almuerzos” custam entre U$D 1,25 até U$D 2,50 e incluem sopa, arroz com carne ou frango, suco de fruta e uma sobremesa. A partir das 18h30 até as 20h00, os equatorianos comem uma refeição chamada “merienda” que consiste em café com leite, pão com manteiga e queijo ou a comida do almoço. Os preços num restaurante são de U$D 1,50 até U$D 2,50. Para fazer ligações há aparelhos telefônicos em todas as ruas principais. Também há locutórios das empresas de telefone celular Movistar, Porta, Alegro PCS ou da empresa estadual Andinatel. O preço do minuto para o Brasil é de aproximadamente 0,45 ctvs. Os cartões telefônicos para celular ou para público custam U$D 3,00; U$D 5,00 ou U$D 10,00.
 
'''PARA SOBREVIVER EM QUITO:''' Dizem os quitenhos que o clima da cidade é como as mulheres: imprevisível. No entanto, entre junho e setembro o clima é de verão. Há muito sol e ventos fortes, mas é ideal para admirar a beleza dos vulcões e montanhas andinas. Em outubro começam as chuvas, embora sejam mais fortes em abril. Os sinais estão em todas as partes da cidade, mas os motoristas não sempre têm respeito pelos pedestres. Às vezes, cruzar uma rua ou avenida é toda uma aventura. Não esqueça usar sempre lentes de sol e protetor solar. Há vários atores, modelos e apresentadores de televisão no Equador de origem brasileira que são ídolos para muitos jovens. Percam cuidado, que aqui serão muito bem recebidos. Se quiserem poupar dinheiro na hora das comidas, há muitas opções econômicas. Existem restaurantes populares que oferecem café da manhã por U$D 1,00 que inclui suco de fruta, ovo, pão com manteiga e café com leite. Os almoços populares “almuerzos” custam entre U$D 1,25 até U$D 2,50 e incluem sopa, arroz com carne ou frango, suco de fruta e uma sobremesa. A partir das 18h30 até as 20h00, os equatorianos comem uma refeição chamada “merienda” que consiste em café com leite, pão com manteiga e queijo ou a comida do almoço. Os preços num restaurante são de U$D 1,50 até U$D 2,50. Para fazer ligações há aparelhos telefônicos em todas as ruas principais. Também há locutórios das empresas de telefone celular Movistar, Porta, Alegro PCS ou da empresa estadual Andinatel. O preço do minuto para o Brasil é de aproximadamente 0,45 ctvs. Os cartões telefônicos para celular ou para público custam U$D 3,00; U$D 5,00 ou U$D 10,00.

Revisão de 17h26min de 3 de fevereiro de 2008

Caros, dado o nosso ritmo ainda um tanto lento de colaborações, gostaria de propor a suspensão, por ora, da escolha do Destino do Mês, pois está claro que não estamos produzindo artigos suficientes para destacar. Adotaríamos, no lugar, um outro destaque, a Colaboração do mês, nos moldes da que existe em espanhol. Seria um artigo sugerido na página principal para que os wikiviajantes colaborassem no seu enriquecimento, formatação e o que mais puder ser aperfeiçoado. Acho que isso funcionaria melhor num guia que, como o nosso, ainda está começando. Alguém se opõe a essa sugestão? Caso contrário, farei a mudança na página principal na semana que vem (a partir do dia 31/07). --Ricardo (Rmx) 09:27, 24 Julho 2006 (EDT)

Falta de artigos completos

Tive uma idéia. Já que ainda está dicícil conseguir artigos completos e com foto, e mesmo a votação para os DdM são desanimadas, que tal se mudássemos isso de destino do mês e adotássemos um "artigo em destaque" no lugar? Esse destaque não teria que ser mensal, ficaria na página principal até alguém sugerir e votar um artigo para substituí-lo. Para ficar menos burocrático e "wikipédico", poderia ter um título mais simpático, do tipo "Arrume as malas para...". Assim nos livraríamos pelo menos da frustração de não ter um novo artigo completo no último dia de cada mês. É só uma idéia, mas acharem interessante, acho podemos implementar. Ricardo (Rmx) 08:38, 24 Novembro 2006 (EST)

Acho legal isso de não ser tanto wikipédico; porém, também acho que deve ter um tempo limite pra o lugar ficar em destaque, pra não correr o risco de ficar o ano inteiro... sylx 08:41, 24 Novembro 2006 (EST)

Mudar artigo do mês

Já tá enjoativo ver esse artigo sobre Nancy! Tem mais de 3 meses... Vamos mudar? Vamos sugerir destinos? sylx 21:41, 19 Julho 2007 (EDT)

que tal a gente mudar o destino do mês? tá meio antiguinho esse post de barcelona, não acham? sugiro alguma capital latino americana, a mais completa, talvez... sylx 14:01, 14 Novembro 2007 (EST)

QUITO, primeiro Patriônio Cultural da Humanidade pela UNESCO

QUITO “A CIDADE DA METADE”.

Localizada a 2.850 metros de altitude, é a segunda mais alta capital do mundo depois de La Paz na Bolívia. É também uma das capitais sul-americanas mais envolventes, com clima ameno, a bela arquitetura colonial espanhola e a magnífica localização aos pés do vulcão Pichincha. A cidade de Quito, localizada ao norte dos Andes equatorianos, é uma cidade milenar. A história de Quito tem 8.000 anos de vestígios e isso faz que a sua visita seja certamente interessante. A arqueologia equatoriana diz que os primeiros habitantes estiveram localizados no Vale dos Chilhos, no cerro Ilaló em 8.000 a.C. Eram nômades e moravam da caça e da colheita de frutos. Com a descoberta da agricultura em 1.500 a.C., a cidade foi povoada pela cultura Cotocollao e depois pelos Quitu-Cara (500-1460 d.C), e finalmente pelos Incas (1480-1534 d.C.). Quito foi o centro administrativo e cultural dos Incas nas terras do atual Equador e após de Tumibamba (atual Cuenca), a terceira capital do império cusquenho. Quando os conquistadores chegaram em 1534, Quito foi defendida pelo general Ruminahui por quase dois anos. Contudo, o general, prevendo uma iminente queda, queimou a cidade e escondeu os tesouros reais. Os atônitos espanhóis atacaram aos índios, e em 6 de Dezembro de 1534, Sebastián de Benalcázar fundou São Francisco de Quito.

Durante a colônia, a cidade foi um centro importante de produção artística para a coroa espanhola, especialmente depois da criação duma Escola de Artes em 1551, no convento de São Francisco sob o nome de Escola das Artes e Ofícios de São João Evangelista, conhecida posteriormente como São Andrés. A "Escola Quitenha" foi um dos maiores movimentos artísticos da arte barroca na América. Quito é a capital do governo desde 1830 e um marco da preservação ao longo da História: o centro velho da cidade abriga muitos museus, bem como mercados, igrejas coloniais e praças. Há também uma rivalidade, às vezes violenta, entre a cidade e Guayaquil. Hoje a população beira um milhão e meio de pessoas. Em 1978, a UNESCO tombou a cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.

O QUE FAZER

ARQUITETURA RELIGIOSA E ARTE SACRA: Antes de começar qualquer passeio na capital equatoriana, é importante usar sapatos confortáveis para caminhar, lentes de sol, chapéu, protetor solar e uma boa câmera de fotos. Todos os roteiros começam no Centro Histórico. Os edifícios religiosos da capital distinguem-se por sua proliferação de igrejas, conventos, mosteiros, catedrais, e basílicas. Na Praça da Independência (1535) levanta-se a Catedral Primada de Quito (1557, rua Espejo e García Moreno) onde está sepultado o Marechal Antônio José de Sucre. Construída no século XVI, sua arquitetura é na verdade uma mistura de variados estilos arquitetônicos. Ao seu lado há uma capela do século XVII chamada El Sagrario, que ressalta por sua cúpula e altar-mor. Próximo, localiza-se a Igreja de Santo Augustin (1580, Rua Chile e Guayaquil) onde se assinou a Declaração da Independência do Equador em 1809. Em seu interior há recordações daquela época, principalmente na Sala Capitular cujo teto está enfeitado com pinturas barrocas do século XVIII. Aqui também funciona o Museu Miguel de Santiago, dedicado à preservação da obra do mestre colonial. Na Praça de Santo Domingo (1580, Rua Guayaquil entre Rocafuerte e Bolívar) está a igreja de mesmo nome, com cúpulas impressionantes e com a Capela do Rosário, obra começada pelo dominicano Frei Pedro Bedón no fim do século XVI e dourada pelo artista Bernardo de Legarda no século XVIII. No entanto, a igreja mais suntuosa do Equador é sem dúvida A Companhia de Jesus (Rua García Moreno e Sucre), decorada ricamente a base de ouro e com intricados desenhos de influência moura. O templo foi construído em 1605 e a fachada em 1722 em pedra. No interior podem-se admirar as pinturas dos Profetas do artista Nicolas Javier Goríbar (século XVII) além das telas do Inferno e do Juízo Final do artista Alejandro Salas (século XIX). O convento mais antigo da América do Sul ainda em funcionamento é o Mosteiro de São Francisco, na praça do mesmo nome (Rua Benalcázar entre Sucre e Bolívar). Trata-se de uma estrutura colonial, construída em 1535 pelos sacerdotes franciscanos de origem flamenga, Frei Jodoco Rijcke e Frei Pedro Gosseal. Junto a ele encontra-se o Museu Franciscano, considerado como um dos maiores acervos de arte sacra do continente. Vale a pena conhecer o Coro para admirar o teto de estilo mouro as cadeiras de madeira talhadas no século XVI e os órgãos. Uma das igrejas coloniais mais tardias de Quito é a de Merced (1700, Rua Chile e Cuenca), concluída em 1742 e que conta com fascinantes obras de arte em seu interior feitas pelo artista do início do século XX Victor Mideros.

ARQUITETURA CIVIL: Quando chegaram os espanhóis, a cidade indígena teve que mudar sua fisionomia. Na Praça de Benalcázar (Rua Olmedo e Benalcázar) originou-se a vida colonial. Desde lá, os arquitetos desenharam as ruas e distribuíram os terrenos para a construção das igrejas, conventos e as casas dos conquistadores. A arquitetura colonial dos séculos XVI, XVII e XVIII é muito simples caracterizada pelo uso da taipa e da telha. Na Praça da Independência se encontra o Palácio Presidencial (Rua García Moreno entre Espejo e Chile) Foi construído como o Paço da Real Audiência em 1612 e reformado em 1800 pelo presidente Heitor de Carondelet. As varandas de ferro foram trazidas em 1890 da França, do antigo Palácio Des Tulleries. Ao sul está o Centro Cultural Metropolitano (Rua Espejo e García Moreno) um dos mais antigos prédios civis da cidade. Foi construído no século XVI pelos jesuítas como a casa de oração. Entre os séculos XVII e XVIII funcionaram em seu interior: a Universidade de São Gregório Magno, a Biblioteca Jesuítica, uma prisão e uma fábrica de tabaco. Nos primórdios do século XIX foi sede do Quartel Real de Quito. Nos cárceres foram assassinados os primeiros patriotas quitenhos que tentaram lutar pela independência em 2 de agosto de 1810. Hoje, há um museu em cujas salas de exposição podem observar-se esculturas em tamanho real de cera que representam acontecimentos e personagens da história de Quito entre 1736 até 1830. Ao sul da cidade está o Arco da Rainha, uma das antigas portas da cidade. É do século XVIII. Um dos edifícios mais antigos de Quito é o Hospital São João de Deus (1565, rua García Moreno e Rocafuerte). Ele está ligado ao Museu da Medicina e ao Museu da Cidade. Ao final do século XVIII chegou a arte neoclássica e com ela novos modelos importados da Europa. Na Praça principal está o Palácio do Arcebispo e o Palácio de Governo. As duas estruturas guardam o estilo dos começos do século XIX. É digna de ver a Praça do Teatro (Rua Guayaquil e Manabí), onde está instalado o Teatro Sucre, construído em 1887. Também é interessante caminhar pelo Parque A Alameda e pelo Parque O Ejido, o maior do centro de Quito. Nas décadas de 1920 e 1930, foram famosos os arquitetos da família Durini cujas maiores obras primas são o antigo Banco Central, o antigo Cículo Militar e o Monumento da Independência. Entre os anos 1940 e 1950, muitas famílias ricas que moravam no centro histórico decidiram mudar para o norte. Foi assim que começou a criação do bairro da Mariscal. Aqui podem ser observados vários casarões daquela época construídos por famosos arquitetos com os mais variados estilos arquitetônicos que vão do neoclássico até o mouro ou hindu. Hoje em dia a maioria daqueles prédios são pousadas, restaurantes ou bares.

OS MURAIS: Embora o muralismo contemporâneo começou no México após a Revolução com Diego Rivera e David Alfaro Siqueiros, Quito também tem uma interessante história de artistas que ao longo da segunda metade do século XX desenvolveram a arte mural na cidade toda. Oswaldo Guayasamin (1919-1998) realizou vários murais impressionantes. Para conhecê-los devem ir para a Universidade Central do Equador (Avenida América e Universitária); para o Salão de Sessões do Congresso Nacional (Rua Montalvo entre Avenida 6 de Diciembre e Gran Colômbia) para a Casa da Cultura Equatoriana (casarão antigo na avenida 6 de Diciembre e Patria) ou para o Palácio de Governo (Rua García Moreno na frente da Praça da Independência); Pavel Egüez fez uns maravilhosos murais em mosaico para a Universidade Politécnica Salesiana (Rua Isabela Católica e Veintimilla); e para a Universidade Andina Simão Bolívar (Rua Toledo e Ladrón de Guevara). Na fachada principal do Congresso Nacional está o maravilhoso mural da história do Equador feito em pedra em 1959, pelo artista Luis Mideros. No interior da Prefeitura (Rua Venezuela, na frente da Praça da Independência) estão duas pinturas murais do artista Gonzalo Endara Crow. O artista Jaime Andrade Moscoso, é o autor dos murais de pedra do prédio da Segurança Social (IESS, na Avenida 10 de Agosto na frente do Parque El Ejido). No casarão antigo da Casa da Cultura Equatoriana há um mural do artista Galo Galecio trabalhado entre 1950 a 1965 com representações da história equatoriana.

AS VARANDAS PARA OLHAR A QUITO: Subir ao cume do vulcão Pichincha é possível graças ao “Telefériqo”. Desde a estação mais alta localizada a 4.010 metros de altitude sobre o nível do mar, o aventureiro terá a melhor visão de uma cidade charmosa e enigmática rodeada pelas montanhas andinas. No entanto, se o medo ou a altura, são um impedimento para subir, outras opções mais baixas são: o monte Panecillo com a Virgem de Quito que protege a cidade; o Cume da Liberdade (Cima de la Libertad) com um interessante museu dedicado a contar a história da heróica Batalha de Pichincha que em 24 de maio de 1822 deu a liberdade definitiva ao Equador. No monte Itchimbía se encontra o Palácio de Cristal, um parque e vários restaurantes e cafés onde os românticos podem beber alguma coisa com a cidade literalmente a seus pés.

DOIS CANTINHOS ROMÂNTICOS: No Centro Histórico da cidade está a Rua La Ronda. Esse tradicional cantinho quitenho tem sido recentemente restaurado e recuperado pela Prefeitura Metropolitana com o objetivo de preservar um local digno das mais românticas histórias de amor. Ao longo da rua há pequenos cafés que abrem de quinta a sábado e nas paredes das casas centenárias há placas com as biografias de importantes compositores que viveram aqui a começos do século XX e criaram as mais famosas canções populares equatorianas. Ao Leste da cidade fica o bairro de Guápulo. Aqui está o Santuário da Virgem de Guadalupe, construído no século XVII e uma das mais interessantes jóias da arquitetura colonial quitenha. No interior dever ser visitada a capela-mor com um dos púlpitos mais belos da América e um pequeno museu de arte sacra administrado pela ordem franciscana.

O ROTEIRO DA HISTÓRIA E DAS ARTES: Acho que para entender o país, é preciso visitar seus museus e galerias. É nesses locais onde está concentrada uma grande parte da essência desta nação andina. As origens do homem equatoriano estão no Museu Nacional do Banco Central do Equador. Essa é uma visita inesquecível e imperdível. É a instituição cultural mais importante desde 1969. O trajeto começa no primeiro andar com uma completa informação sobre os primeiros habitantes, seus costumes, tradições, cosmologia e as artes em pedra, cerâmica e metais (ouro, prata, cobre e platina). A mais de 15.000 anos de história guardados nos acervos do museu. Desde o segundo andar começa a evolução das artes plásticas nacionais a partir da chegada dos conquistadores espanhóis com obras dos séculos XVI, XVII, XVIII, XIX e XX. Se der tempo, poderiam ficar o dia todo. Fica no prédio da Casa da Cultura Equatoriana. No mesmo complexo cultural está o Museu de Arte Equatoriana com uma interessante coleção de pinturas do século XIX e XX dos mais representativos artistas do país, além de uma mostra de vestimentas indígenas e instrumentos musicais de vários países do mundo. Na Universidade Católica do Equador (PUCEQ, Avenida 12 de Octubre entre Veintimilla e Ladrón de Guevara) estão os seguintes museus: Museu Weilbahuer (arqueologia do litoral, Andes e Amazônia); Centro Cultural (exposições temporárias de variados artistas nacionais e internacionais e temáticas); Memorial dedicado à vida do presidente José Maria Velasco Ibarra que governou o país em cinco ocasiões entre 1934 até 1972; Museu Jacinto Jijón y Caamaño (arqueologia e arte que fora parte da coleção privada do famoso Conde que dera o nome ao museu); e o Arquivo Flores (dedicado a preservar a memória dos primórdios da vida republicana em 1830). O Museu Amazônico fica no interior da Universidade Salesiana (Avenida 12 de Octubre e Madrid) como parte do Centro Cultural Abya Yala. Este local está dedicado a valorizar as culturas indígenas da Amazônia equatoriana. Além disso, há uma livraria especializada em etnografia e histórias dos povos indígenas da América com textos em espanhol, inglês e até em português. Para os amantes da arte contemporânea está a Fundação Guayasamín (Rua Bosmediano e José Carbo, bairro Bellavista, na frente do canal de televisão Ecuavisa). Em seu interior há três salas de exposição: a primeira dedicada à coleção privada de arqueologia, a segunda dedicada à obra do pintor e a terceira à sua coleção privada de arte sacra colonial de Quito, Cuzco e Potosí. Acima do mesmo bairro, subindo pela Rua José Carbo se chega até a Capela do Homem, uma impressionante construção desenhada pelo pintor Oswaldo Guayasamín como um templo dedicado aos homens da América Latina e a sua história. Ao lado está a casa do pintor e os jardins onde está a arvore que protege os restos do artista. O prédio foi declarado como obra prioritária para a cultura mundial pela UNESCO. No Centro Histórico, devem fazer a visita ao Museu Manuela Sáenz (Rua Junín e Flores, aberto de segunda a sexta), dedicado à vida e obra da mais importante patriota da independência equatoriana (1797-1856). No Museu da Cidade (rua García Moreno e Rocafuerte) está toda a história de Quito desde as suas origens até as primeiras décadas do século XX. O Museu Casa de Sucre (ruas Venezuela e Sucre) funciona dentro de um casarão colonial do século XVIII que foi residência da Marquesa de Solanda, Mariana Carcelén,mulher do Antônio José de Sucre, general que foi líder da Batalha de Pichincha. É um belo local restaurado pelas Forças Armadas onde se encontra mobília do século XIX, armas, quadros e documentos da independência. O Museu Casa de Maria Agusta Urrutia (Rua García Moreno e Sucre) guarda a memória viva de sua dona, uma mulher aristocrática de Quito dos começos do século XX e que doou um importante patrimônio para a cidade além de criar uma fundação de ajuda aos pobres. Em seu interior há móveis de época, espelhos, cortinhas, lâmpadas, tapetes, uma sala de jantar, o banheiro e o quarto principal enfeitado com pinturas do artista Victor Mideros.

LAZER E ENTRETENIMENTO: Para desfrutar da vida noturna em Quito é recomendável ir ao bairro da Mariscal. Nesse barulhento distrito têm livrarias, lojas de artesanato, galerias de arte e antiguidades, bares, discotecas, restaurantes, café-internet, e cafés ao ar livre para beber alguma coisa fria ou quente e bater papo com amigos. É a zona da boemia capitalina e um sítio predileto para turistas nacionais e estrangeiros. Os quitenhos adoram as piadas e os apelidos. É por isso que hoje o bairro é conhecido como “Gringolandia”. Os passeios são na Avenida Amazonas, nas ruas Reina Victoria, Juan Leon Mera e na Calama. Se gostarem dos ritmos tropicais como Salsa, Merengue ou Reggeaton há muitas discotecas e boates abertas desde as 18h00 até as 02h00. Mas se vocês preferem algo mais tradicional, é imperdível ir a uma “penha”. É um sítio noturno para beber uma cerveja, rum ou uísque em companhia dos amigos, escutando o melhor da música folclórica andina ao vivo. A “penha” mais conhecida desde os anos 70 pelos universitários se chama “Ñucanchi Peña” (nhukanche – penha, que em quéchua significa nossa penha). Fica na Avenida Universitária e os melhores dias para ir são as sextas e os sábados. Se vocês têm sorte, poderão escutar a Paulina Tamayo, uma das mais importantes cantoras equatorianas cuja voz é um verdadeiro espetáculo.

DICAS ÚTEIS PARA SOBREVIVER EM QUITO

HORÁRIOS: A maioria dos museus abre de segunda-feira a sexta-feira em horário de 09h00 a 17h00 e os fins de semana de 10h00 a 16h00. Os guias são em espanhol e inglês. Só no Museu da Cidade há guias em francês e no Museu Nacional do Banco Central há serviço de guias em português. As lojas de artesanato e as livrarias abrem geralmente de 10h00 a 18h00. Os centros comerciais atendem de 10h00 a 20h00. Os cinemas todos são em inglês com subtítulos em espanhol ou com filmes dobrados em espanhol e abrem a partir das 14h00 com funções até as 21h00. Os restaurantes atendem o café da manhã entre as 07h30 até as 08h30; os almoços entre as 12h30 até as 14h30; e os jantares entre as 18h30 até as 19h30. Os bancos atendem geralmente desde as 08h30 até as 15h00.

MUSEUS E IGREJAS: Todos os museus da cidade são pagos. O valor é de U$D 2,00 ou U$D 3,00 aproximadamente dependendo do tipo de museu. As igrejas da Catedral, Basílica do Voto Nacional e Companhia também são pagas (U$D 2,00), mas têm serviço de guias. Em São Francisco, São Domingos, Santo Agostinho e Santa Catalina a entrada à igreja é franca, mas se vai para os seus museus, há uma taxa. É proibido tirar fotos com ou sem flash nos templos e nos museus.

TRANSPORTE:Andar de ônibus em Quito é fácil. A cidade possui três serviços importantes de transportação. O Trole Bus percorre a urbe desde a Estação da “Y” ao norte até a Estação de “El Recreo” ao sul. Nos pontos de ônibus há mapas com a informação dos sítios de interesse que vocês podem visitar. A Ecovia faz o trajeto entre a Estação Rio Coca ao norte até a Estação Marin ao sul. A Metrovia é outro serviço que conecta a Universidade Central com o bairro da Ofélia ao norte da cidade. É ideal para aqueles que desejam visitar a Metade do Mundo. Também há serviço de táxis que são de cor amarela além de ônibus particular. As linhas, no Equador são chamadas “Cooperativas” e sempre nas janelas da frente há sinais com a informação dos pontos aonde vai o transporte. No Centro Histórico é melhor caminhar, pois a distancias são curtas.

PARA SOBREVIVER EM QUITO: Dizem os quitenhos que o clima da cidade é como as mulheres: imprevisível. No entanto, entre junho e setembro o clima é de verão. Há muito sol e ventos fortes, mas é ideal para admirar a beleza dos vulcões e montanhas andinas. Em outubro começam as chuvas, embora sejam mais fortes em abril. Os sinais estão em todas as partes da cidade, mas os motoristas não sempre têm respeito pelos pedestres. Às vezes, cruzar uma rua ou avenida é toda uma aventura. Não esqueça usar sempre lentes de sol e protetor solar. Há vários atores, modelos e apresentadores de televisão no Equador de origem brasileira que são ídolos para muitos jovens. Percam cuidado, que aqui serão muito bem recebidos. Se quiserem poupar dinheiro na hora das comidas, há muitas opções econômicas. Existem restaurantes populares que oferecem café da manhã por U$D 1,00 que inclui suco de fruta, ovo, pão com manteiga e café com leite. Os almoços populares “almuerzos” custam entre U$D 1,25 até U$D 2,50 e incluem sopa, arroz com carne ou frango, suco de fruta e uma sobremesa. A partir das 18h30 até as 20h00, os equatorianos comem uma refeição chamada “merienda” que consiste em café com leite, pão com manteiga e queijo ou a comida do almoço. Os preços num restaurante são de U$D 1,50 até U$D 2,50. Para fazer ligações há aparelhos telefônicos em todas as ruas principais. Também há locutórios das empresas de telefone celular Movistar, Porta, Alegro PCS ou da empresa estadual Andinatel. O preço do minuto para o Brasil é de aproximadamente 0,45 ctvs. Os cartões telefônicos para celular ou para público custam U$D 3,00; U$D 5,00 ou U$D 10,00.

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