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Parque Natural de Montesinho

Da Wikitravel
Península Ibérica : Portugal : Parque Natural de Montesinho
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O Parque Natural de Montesinho é uma área protegida de Portugal.

Entenda

História

Paisagem

Flora e fauna

[[[[FAUNA-]]]] A  grande diversidade de habitats, a pouca perturbação e a integração do homem no ambiente tornam o Parque Natural de Montesinho uma área de elevada importância faunística a nível nacional e europeu, quer pela grande diversidade biológica quer pela ocorrência de espécies ameaçadas. Existem 48 espécies de mamíferos, cerca de 70% dos mamíferos terrestres que ocorrem em Portugal, o que corresponde a 26% de todas as espécies da Europa. Pela sua grande importância destacam-se as seguintes : 

Insectívoros - das 8 espécies existentes destacam-se as toupeiras, o ouriço cacheiro e os musaranhos. A Toupeira-de-água ( Galemis pyrenaicus ), espécie endémica é a mais ameaçada . Tem uma grande influência na cultura popular devido ao uso da sua pele para perfumar as arcas da roupa, de onde lhe vem a designação de “ almíscara” ou “ rata-miscareira”. Quirópteros - existem 12 espécies estando 4 em perigo de extinção em Portugal : Morcego-de-ferradura-grande, Morcego-de-ferradura-pequeno, Morcego-rato-grande e Morcego-rato-pequeno. ? Roedores - existem 12 espécies. Incluem-se os esquilos ( espécie bastante recente ), os ratos e as ratazanas. O rato-dos-lameiros é uma espécie que, em Portugal, só ocorre no P.N.M. Artiodáctilos - encontram-se o javali ( Sus scrofa ), o veado ( Cervus elaphus ) e o corço ( Capreolus capreolus ). O veado e o corço têm a sua área de distribuição sobreposta situação única no país, o javali após crescimento acentuado nos últimos anos atingiu agora estabilidade. Socialmente, encontra-se ligado à caça e às festividades dessa actividade e constitui uma das principais presas selvagens do lobo. Lagomorfos - os coelhos e as lebres formam este grupo. A caça tem reduzido as suas populações nos últimos anos, especialmente as de lebre. Carnívoros - com dimensões e hábitos bem diferenciados geralmente são predadores. No P.N.M. existem 12 espécies de carnívoros, 11 nativas e uma introduzida, a geneta. O Lobo-ibérico ( Canis lupus ) e o Lince-ibérico encontram-se Em Perigo de Extinção. O Lobo encontra-se aqui em relativa abundância e estabilidade, devido às boas condições de alimentação e abrigo. Outros carnívoros também ameaçados e que aqui se podem encontrar são o Toirão, a Marta, a Lontra ( Lutra lutra ), o Gato-bravo e a Raposa ( Vulpes vulpes L. ). Aves - no P.N.M. existem também cerca de 155 espécies de aves das quais 126 são nidificantes. A zona oriental do P.N.M. é fortemente influenciada pela continentalidade ibérica, e em termos de vegetação a Azinheira domina a paisagem, influenciando as comunidades de aves presentes. Muitas espécies de aves apresentam distribuição localizada devido à especificidade das suas exigências ecológicas e à área restrita dos seus habitats. Um exemplo disto é a Petinha-ribeirinha ( Anthus spinoletta ) cujo único casal nidificante no nosso país se encontra na Lama Grande situada no planalto da Serra de Montesinho. Existem outras espécies associadas às zonas de maior altitude que devido à sua raridade nidificante têm de ser conservadas, como a Petinha-das-árvores ( Anthus trivialis ave ), associada a bosques, o Picanço-de-dorço-vermelho ( Lanius collurio ), o Tordo-comum ( Turdus philomelos ) e o Dom-fafe (Pyrrhula pyrrhula ). Estas espécies pertencem a elementos biogeográficos europeus ou nortenhos. Aparecem ainda outras espécies tais como : o rouxinol, a andorinha-dos-beirais (Delichon urbica ) e a sombria ( Emberiza hortulana ). Aves de presa - existem 3 casais confirmados de Águia-real (Aquila chrysaetos ), que nidificam em paredes rochosas e exigem como território de caça vastas áreas pouco perturbadas pelo homem. A maior população de Tartaranhão-azul ( Circus cyaneus ), ave de presa muito rara tem aqui a sua maior população nacional. Pelo contrário à espécies que se caracterizam-se pela grande abundância e versatilidade ecológica como é o caso da Águia-caçadeira (Circus pygargus ), ave característica dos matos e das zonas cerealíferas. Ocorrem ainda espécies como : a Cegonha-branca ( Ciconia ciconia ), a Cegonha-negra ( Ciconia nigra ), o melódico Mocho-pequeno ( Otus scops ), a Coruja-das-torres, a abundante Felosa-carrasqueira ( Sylvia cantillans ), ave associada a matos e arbustos, a Felosa de Bonelli (Phylloscopus Bonelli ), ave de zonas florestais e a perdiz-cinzenta ( Perdix perdix ).Podemos por tudo isto dizer que o P.N.M. apresenta valores que devem ser preservados e conservados, devendo as aves estar dentro de um plano de desenvolvimento sustentado dos recursos da terra.


FLORA- Quanto à vegetação o P.N.M. apresenta uma grande diversidade : sardoais, carvalhais, bosques ripícolas, giestais, urzais, estevais, lameiros, etc., correspondendo a cada um destes tipos de vegetação a sua flora característica. A vegetação no Parque varia de sul para norte com o clima e a orografia. De sul para norte aumenta a altitude e a precipitação, e as temperaturas médias anuais são mais baixas. A sul encontram-se comunidades de plantas adaptadas à secura como os matos de estevas e os sardoais, que vão sendo substituídas com a altitude pelos carvalhais e matos de urze e carqueja. Nos sardoais a árvore dominante é o sardão ou a azinheira (Quercus rotundifolia ) aparecendo também o carvalho cerquinho ( Quercus faginea ). Devido ao corte, fogo, pastorícia e à agricultura, os sardoais foram substituídos em grande parte pelos matos. Nestes matos os arbustos mais característicos são a esteva (Cistus ladanifer), a arçã ( Lavandula stoechas ssp. sampaiana) e o sal puro ( Thymus mastichina ). Os sardoais mais conservados encontram-se nos vales dos rios Maças, Sabor, Baçal e Assureira. Nos carvalhais a árvore dominante é o carvalho pardo ou negral ( Quercus pyrenaica ). A maior parte dos carvalhais foram substituídos por campos de cultura, soutos de castanheiros, e mais recentemente por arborizações de pinheiro bravo ( Pinus pinaster ), pinheiro negro ( Pinus nigra ssp. ) e pinheiro silvestre ( Pinus sylvestris). Nas zonas desfavoráveis à agricultura encontram-se áreas de mato onde predominam arbustos como as urzes ( Erica australis e Erica umbellata ), a carqueja (Chamaespartium tridentatum ) e o sargaço ( Halimium allyssoides ). As áreas de carvalhal encontram-se entre o rio Sabor e Tuela. Os giestais desenvolvem-se sobre solos profundos em clareiras ou na orla dos carvalhais e sardoais. Nas zonas elevadas os giestais são dominados pela giesta piorneira (Genista florida L. ssp. polygaliphylla) e a menores altitudes são comuns a giestas das vassouras ( Cytisus scoparius) e a giesta negral (Cytisus striatus). Estas espécies têm flôr amarela , mas em habitats mais degradados encontra-se a giesta de flor branca (Cytisus multiflorus). Os bosques ripícolas situados ao longo dos rios e ribeiros apresentam formações arbóreas muito importantes na conservação das margens. São utilizados como fonte de lenha e de alimento para o gado no Verão. As árvores mais comuns são o amieiro (Alnus glutinosa ), o freixo (Fraxinus angustifolia), o choupo negro (Populus nigra),o salgueiro ( Salix atrocinera e Salix salvifolia) e a aveleira ( Corylus avelana L. ). Os lameiros são prados naturais permanentes com trevos, azevens, bromus e brisas, utilizados na produção de feno e para o pastoreio de gado bovino. Situam-se nos vales junto às linhas de água , em solos de aluvião. Os lameiros são um exemplo de aproveitamento sustentado dos recursos naturais, mas uma vez abandonados são rapidamente colonizados por plantas arbustivas. Existe no P.N.M. uma flora muito variada devido à sua localização geográfica e à grande variabilidade geológica e climática do norte de Portugal. Nas zonas mais elevadas encontram-se espécies de regiões de clima atlântico como a urze Erica cinerea e a gramínea Agrostis curtisii. Nas áreas de menor altitude do Parque surgem plantas tipicamente mediterrâneas como o trovisco ( Daphne gnidium ), a esteva (Cistus lanadifer ), o sanganho C. salvifolius ) e a gilbardeira (Ruscus aculeatus).

Nos carvalhais e sardoais existem espécies que só podem ser encontradas aqui como a betónia bastarda ( Melittis melissophyllum ) e a Festuca elegans.  

A flora mais importante situa-se entre os rios Sabor e Tuela. Entre as espécies que ocorrem apenas no Parque Natural de Montesinho e arredores destacam-se as violetas ( Viola parvula e Viola bubanii ), a escrofulariácea (Euphrasia hirtella ) e a labiada (Stachys sylvatica). As espécies mais originais e importantes encontram-se sobre as rochas ultrabásicas. Apesar do aspecto desolador da vegetação nestes locais aqui aparecem espécies únicas no mundo (endémicas )  : cravina (Dianthus laricifolius ssp. marizii ), a Anthyllis sampaiana, a Armeria eriophylla, a Arenaria querioides ssp. fontiqueri e o Seseli peixoteanum. Podem ainda ser encontradas outras espécies não endémicas tais como : o feto (Cheilanthes marantae) e a salgadeira ( Allyssum pintidasilvae). Esta ultima espécie confere uma cor amarela aos pousios de cereais durante os meses de Junho e Julho. A conservação da flora no Parque depende da conservação dos sardoais, carvalhais e bosques ripícolas. Actividades humanas como as arborizações, as queimadas, o pisoteio, o pastoreio e a construção quando em excesso e inapropriadas podem comprometer a conservação de flora. O arranque ou a destruição gratuita de plantas , principalmente bulbosas como os narcisos e as orquídeas, podem levar à extinção destas espécies tão importantes para o património natural.

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Experimentem a Estalagem da Senhora da Hera, em Cova da Lua. Localização central no Parque, piscina deliciosa no final dum dia de caminhada, pessoal simpático e comida deliciosa.

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Parque de campismo de Rio de Onor - 914716193

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