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Diferenças entre edições de "Parque Natural de Montesinho"

Da Wikitravel
Península Ibérica : Portugal : Parque Natural de Montesinho
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(Paisagem)
(-copyvio portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT/Areas+Protegidas/ParquesNaturais/Montesinho/ValoresNaturais/Fauna.htm)
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FAUNA
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===Flora e fauna===
O Parque Natural de Montesinho encontra-se entre as áreas de montanha mais importantes para a fauna a nível nacional e europeu. Uma parte muito significativa de toda a fauna terrestre portuguesa está aqui representada, contando-se cerca de duzentas e cinquenta espécies de vertebrados e reconhecendo-se uma elevada riqueza e diversidade também de invertebrados. Muitas das espécies estão ameaçadas, constituem endemismos ibéricos, são raras ou têm uma distribuição muito reduzida em Portugal.
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Destaca-se a importância desta área para a conservação do lobo-ibérico cuja preservação está dependente, entre outros factores, da manutenção das populações de presas selvagens como o veado e o corço. Também a toupeira-d’água tem aqui condições muito favoráveis, exibindo algumas das melhores populações nacionais. O gato-bravo a lontra o morcego-de-ferradura-grande e o rato-dos-lameiros são igualmente exímios representantes dos mamíferos ocorrentes.
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Cerca de 170 espécies de aves, grande parte nidificantes, incluindo espécies raras como a águia-real, a cegonha-negra, o tartaranhão-azulado, o picanço-de-dorso-vermelho, o melro-das-rochas, e a petinha-ribeirinha, atestam a grande diversidade e valor da fauna presente.
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A víbora-cornuda, o lagarto-de-água e o tritão-marmorado são alguns dos répteis e anfíbios que se podem observar.
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Constitui uma área excepcionalmente favorável para a truta-de-rio, podendo-se encontrar também peixes muito ameaçados como a panjorca e o verdemã-do-norte.
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A presença de numerosas espécies de borboletas raras e exclusivas do Nordeste Transmontano como a Brenthis daphne, a Boloria dia e a Aphantopus hyperanthu, assim como das únicas populações viáveis do mexilhão-de-rio conhecidas em Portugal, realça a importância desta Área Protegida também para os invertebrados.
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Os cursos de água, os matos, os lameiros, os bosques autóctones (carvalhais e sardoais) e as áreas rupícolas albergam as zonas preferenciais de alimentação, abrigo ou reprodução de grande parte das espécies. As áreas cerealíferas e os soutos de castanheiros proporcionam também importantes territórios de caça, refúgio ou reprodução de algumas aves e mamíferos. Algumas construções isoladas, moinhos ou minas funcionam ainda como preciosos abrigos para a fauna, em particular para os morcegos.
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FLORA E VEGETAÇÃO
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A flora e vegetação que ocorrem no Parque Natural de Montesinho apresenta uma elevada diversidade e quantidade de espécies raras, entre elas diversos endemismos ibéricos ou lusitânicos. O complexo jogo criado pelas condições geológicas, climáticas e orográficas que imperam nesta região, associadas a uma intensa actividade humana, contribuiu para o aparecimento de variados tipos de comunidades vegetais onde é possível encontrar plantas de uma enorme beleza, singularidade e importância em termos de conservação da Natureza.
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A flora que ocorre sobre as rochas ultrabásicas (um tipo de rochas muito raro em Portugal e que origina solos muito selectivos e tóxicos para a maioria das plantas) é das mais importantes e peculiares do Parque. Muitas das espécies que ocorrem sobre estas rochas são exclusivas dos solos ultrabásicos transmontanos e, algumas delas, em todo o mundo, apenas aqui podem ser observadas. Entre estas relíquias botânicas encontram-se a arméria, a vulnerária sampaiana, a gramínea a lusitanica, a violeta-de-pastor, o feto maranta e a santolina.
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Nos sardoais a árvore dominante é o sardão ou a azinheira aparecendo também o carvalho cerquinho. Devido ao corte, fogo, pastorícia e à agricultura, os sardoais foram substituídos em grande parte pelos matos. Nestes matos os arbustos mais característicos são a esteva, a arçã e o sal puro. Os sardoais mais conservados encontram-se nos vales dos rios Maças, Sabor, Baçal e Assureira.
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Nos carvalhais a árvore dominante é o carvalho pardo ou negral. A maior parte dos carvalhais foram substituídos por campos de cultura, soutos de castanheiros, e mais recentemente por arborizações de pinheiro bravo, pinheiro negro e pinheiro-silvestre. Nas zonas desfavoráveis à agricultura encontram-se áreas de mato onde predominam arbustos como as urzes, a carqueja e o sargaço. As áreas de carvalhal encontram-se entre o rio Sabor e Tuela.
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Os giestais desenvolvem-se sobre solos profundos em clareiras ou na orla dos carvalhais e sardoais. Nas zonas elevadas os giestais são dominados pela giesta pioneira e a menores altitudes são comuns a giestas das vassouras e a giesta negral. Estas espécies têm flor amarela, mas em habitats mais degradados encontra-se a giesta de flor branca.
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Os bosques ripícolas situados ao longo dos rios e ribeiros apresentam formações arbóreas muito importantes na conservação das margens. São utilizados como fonte de lenha e de alimento para o gado no Verão. As árvores mais comuns são o amieiro, o freixo, o choupo negro, o salgueiro e a aveleira.
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Os lameiros são prados naturais permanentes com trevos e brisas, utilizados na produção de feno e para o pastoreio de gado bovino. Situam-se nos vales junto às linhas de água, em solos de aluvião. Os lameiros são um exemplo de aproveitamento sustentado dos recursos naturais, mas uma vez abandonados são rapidamente colonizados por plantas arbustivas.
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Existe também no Parque uma flora muito variada devido à sua localização geográfica e à grande variabilidade geológica e climática do norte de Portugal. Nas zonas mais elevadas encontram-se espécies de regiões de clima atlântico como a urze e a gramínea. Nas áreas de menor altitude do Parque surgem plantas tipicamente mediterrâneas como o trovisco, a esteva, o sanganho e a gilbardeira.
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Nos carvalhais e sardoais existem espécies que só podem ser encontradas aqui como a betónia bastarda e a Festuca elegans.
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===Clima===
 
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Revisão de 01h58min de 20 de maio de 2008

O Parque Natural de Montesinho é uma área protegida de Portugal.

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Experimentem a Estalagem da Senhora da Hera, em Cova da Lua. Localização central no Parque, piscina deliciosa no final dum dia de caminhada, pessoal simpático e comida deliciosa.

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