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Parque Nacional Impenetrável de Bwindi

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Uganda Ocidental : Parque Nacional Impenetrável de Bwindi
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Montanhas de Bwindi.

O Parque Nacional Impenetrável de Bwindi [1] é um parque nacional no Uganda. É um dos melhores locais do mundo para ver gorilas, sendo o habitat de metade dos gorilas-das-montanhas do mundo. Uma das mais inacessíveis florestas do mundo, é também uma das maiores atracções naturais do Uganda.

Entenda[editar]

História[editar]

Em 1932, os sectores norte e sul do actual parque foram declarados Reservas Florestais da Coroa de (Kasatora e Kayonza) e, em 1948, as duas reservas foram juntas na Reserva Florestal Impenetrável da Coroa; em 1961, a reserva foi declarada um santuário de vida animal e finalmente, em 1991 foi declarado Parque Nacional, juntamente com dois outros, o Parque Nacional do Rwenzori e o Parque Nacional Mgahinga Gorilla. Foi inscrito pela UNESCO, em 1994, na lista dos locais que são Patrimônio da Humanidade.

Paisagem[editar]

O Parque Nacional Impenetrável de Bwindi está localizado nas montanhas do extremo sudoeste do Uganda, à beira do Vale do Rift, junto à fronteira com a República Democrática do Congo (0° 53' - 1° 08'S, 29° 35'-29° 50'E) e tem uma área de 32 mil hectares. A floresta tem o nome “impenetrável” devido à densa cobertura de ervas, lianas e arbustos dos seus vales.

Flora e fauna[editar]

Bwindi tem o que se pensa ser a maior riqueza animal da África Oriental, com 214 espécies de aves da floresta (336 espécies no total), 120 espécies de mamíferos (incluindo 7 de primatas diurnos), e 202 espécies de borboletas. Muito importante é a presença de cerca de um terço da população mundial of gorilas da montanha, Gorilla gorilla berengei (cerca de 300 de um total de 650). Doze espécies de aves, um primata e 3 borboletas ocorrem apenas em Bwindi ou nas florestas vizinhas.

O parque tem um papel essencial na conservação da fauna Afromontane, especialmente em relação às espécies que são endémicas das montanhas da secção ocidental do Vale do Rift. No caso das aves, pelo menos 70 das 78 espécies de montanha que ocorrem Rift Albertino encontram-se nesta floresta, incluindo 22 das 27 espécies endémicas. Em relação às borboletas, oito espécies endémicas do Rift Albertino ocorrem no parque. Para além disso, encontram-se aqui espécies ameaçadas de extinção, como o chimpanzé oriental, Pan troglodytes schweinfurthi, o elefante africano Loxodonta africana e a borboleta africana gigante, Papilio antimachus. O búfalo desapareceu desta região na década de 1960, assim como o leopardo.

Devido à sua excepcional biodiversidade, este parque foi inscrito pela UNESCO, em 1994, na lista dos locais que são Património da Humanidade.

Clima[editar]

O clima varia - o Uganda é húmido durante a maior parte do ano, com períodos secos de Junho a Agosto. Podem estar uns escaldantes 30ºC, ou apenas 9ºC, dependendo do tempo. Se for à procura de gorilas, leve uma camisola grossa, pelo menos 2,5 litros de água, uma t-shirt de mangas compridas e umas calças, um chapéu, um impermeável e botas de caminhada decentes. À medida que explora a floresta, você tem que subir e descer colinas íngremes, muitas vezes sem caminho visível. Se chover, ficará muito lamacento, se estiver um clima seco, vai precisar de muita água. Leve repelente de insectos para os mosquitos, e consulte o seu médico sobre vacinas e formas de prevenção da malária.

Chegar[editar]

Mapa do parque.

A melhor maneira de chegar ao parque é apanhar um autocarro desde Kampala - o Autocarro do Correio faz o percurso diariamente, demorando cerca de 8 horas desde Kampala até Kabale, uma cidade próxima com vários motéis e hotéis. Desde aí pode arranjar outro transporte, para o qual terá que reservar um dia de viagem - saia e manhã cedo; precisa de arranjar transporte para Butogota, e desde aí para Buhoma, quartel-general do parque, onde existem vários hotéis.

Pode também ir de carro usando a auto-estrada de Mbarara. A viagem dura cerca de 6-8 horas. Desde o Parque Nacional de Queen Elizabeth, a viagem dura cerca de 2-3 horas e desde Kabale pode chegar ao parque em 1-2 horas.

Se quiser chegar ao parque de avião, existem voos charter privados até ao aeródromo de Kayonza, de onde pode arranjar transporte para o parque, vindos desde, por exemplo, Entebbe.

Taxas e Permissões[editar]

Para entrar em Bwindi é preciso uma autorização - o melhor local para a arranjar é a Uganda Wildlife Authority (UWA). Eles tem um escritório em Kampala, na Kiira Road. Veja o site: [2]. Também pode pagar a uma agência de viagens para organizar a viagem, mas você tem que pagar na chegada. Não faz sentido ir a Bwindi sem a autorização, pois a entrada ser-lhe-á recusada.

O preço total por uma "expedição" em busca de gorilas ronda os 400€ (~890$R) - apesar do preço, é uma experiência inesquecível.

Circule[editar]

As estradas do Uganda são más - muito más. As estradas pavimentadas são poucas e estão muito espalhadas pelo território. Se quiser alugar um carro, prepare-se para uma viagem com muitos solavancos. Pode comprar uma viagem numa bodaboda - uma moto com um lugar de passageiro, mas cuidado com os acidentes de carro (fatais) que muitas vezes envolvem bodabodas. Também pode apanhar uma boleia na parte de trás de uma carrinha, que terá que partilhar com muita gente. Nestas estradas, a viagem não é muito divertida, mas é barato e é um meio de transporte comum. Se apanhar um autocarro, cuidado porque, devido às estradas, é comum ver outros passageiros a vomitar: cuidado com a bagagem.

Veja & Faça[editar]

Gorilas[editar]

Um gorila no parque.

É caro (€400/$R890 em 2008, mas existem boatos que vai subir para €800/$R1775 em 2009 e para €1596/$R3550 mais tarde), mas mesmo assim vale a pena. Existem quatro grupos de gorilas:

  1. Grupo de Mubare (16 gorilas)
  2. Grupo de Habinyanja (23 gorilas)
  3. Grupo de Rushegura (9 gorilas)
  4. Grupo de Nkuring (20 gorilas)

Encontrar um destes grupos pode demorar de 15 minutos a um dia inteiro, dependendo de onde os gorilas estão. Eles movimentam-se muito e para muito longe - um grupo de turistas pode voltar à base em duas horas num dia, enquanto que no dia seguinte descobrir o mesmo grupo de gorilas pode obrigar a andar até ao anoitecer. Não há maneira de prever a dificuldade de os encontrar - pessoas mais velhas devem considerar e ter em conta a sua forma física e quanto tempo estão dispostos a andar e escalar: os caminhos podem ser tão íngremes que tem que se agarrar a arbustos para não escorregar. Não existe nenhuma "saída" no meio do parque, nenhum atalho para voltar à base. Raramente se devolve o dinheiro excepto em circunstâncias extraordinárias, e são só devoluções parciais.

Você registra-se às 8h30, as instruções são dadas às 9h00. Os batedores saem antes disso, e comunicam com os seus guias para lhes dizerem se encontraram gorilas e onde. Depois de chegar, tem um máximo de uma hora perto dos gorilas. Pode ficar a poucos metros deles, mas dzem-lhe para se afastar se os gorilas ficarem agitados. Considerando o terreno, nem sempre é possível ficar muito perto, por isso traga uns binóculos e, se quiser tirar fotografias, uma câmara com um bom zoom, e lembre-se que não é permitido usar lanternas. Enquanto estiver na floresta, também lhe vão pedir para não falar muito alto.

Se estiver doente ou tiver uma constipação, pode não lhe ser permitido participar. Como os gorilas estão geneticamente próximos aos humanos, estão sujeitas a muitas das doenças humanas. Como só existem cerca de 700 gorilas-das-montanhas, a segurança deles vem primeiro.

Observar pássaros[editar]

Ave em Buhoma.

Bwindi é um paraíso para observadores de pássaros! É habitat de mais de 348 espécies de pássaros, e um observador de pássaros com alguma experiência pode identificar mais de 100 espécies por dia! Visite as áreas em volta de Ruhija e Buhoma para observar pássaros. Indique o que lhe interessa ver ao guia para que se possam preparar apropriadamente.

Percorrer o parque[editar]

Para quem só estiver 2 ou 3 dias em Bwindi, o parque tem quatro fantásticos trilhos de caminhada. Em todos estes caminhos, tem oportunidade de aprender mais sobre primatas, várias espécies de pássaros, borboletas, árvores, e outros organismos. Peça um guia na recepção. A companhia de um guia é obrigatória, e dá-lhe ume percepção excelente da natureza no parque.

Turistas com o seu próprio veículo todo-o-terreno devem considerar atravessar o montanhoso centro do parque através de Ruhija. Este trajecto dá ao visitante uma das melhores vistas das florestas virgens ugandesas. Enquanto estiver neste safari, cuidado com os duikers, primatas e pássaros. Em Ruhija, o visitante pode fazer a caminhada de três horas até ao pântano de Mubwindi, cheio de paisagens fantásticas. Também pode caminhar até à área dos bambus (a única deste género no parque).

Compre[editar]

Coma[editar]

Beba[editar]

Durma[editar]

Hospedagem[editar]

Camping[editar]

No campo[editar]

Segurança[editar]

Embora seja relativamente seguro, por vezes acontecem raptos - apesar de ser muito raro.

Partir[editar]


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