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Camboja

Da Wikitravel
Sudeste Asiático : Camboja
Revisão das 01h27min de 16 de agosto de 2006 por Rmx (discussão | contribs)

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Camboja: tesouros antigos, contrastes atuais

Com formação geográfica lembrando a cabeça de um elefante, o sudeste asiático é, segundo meu ponto de vista, uma das regiões mais interessantes do planeta. Na mesma ponta de terra encontram-se países com diferenças culturais, políticas e econômicas significativas, como Cingapura e Camboja, listados, respectivamente, entre as maiores e menores rendas per capita (PIB) do mundo.

Como bom viajante, objetivando retornar ao Brasil com uma opinião crítica a respeito do lado de lá, planejei meu roteiro de forma a conhecer o máximo possível da região, explorando Tailândia, Camboja, Malásia e Cingapura. Admito que 40 dias seriam insuficientes a proporcionar um mergulho em cada cultura, no entanto, praticando e desenvolvendo os sensos de organização, planejamento, criatividade e flexibilidade indispensáveis em empreitadas como esta, estou convicto que fiz o melhor que pude.

Adaptabilidade foi uma palavra representativa quando decidi partir de Bangcoc, capital da Tailândia, a Siam Reap, no Camboja. Era fevereiro e as temperaturas rodeavam os 35 º C. Durante o percurso rodoviário em território tailandês usufruí de algumas mordomias, como ventilador e estrada asfaltada, cenário que mudou drasticamente ao cruzar a conturbada e mal organizada fronteira entre os dois países. Sentia-me privilegiado e agredido ao perceber a expressão de espanto dos oficiais de fronteira enquanto verificavam meu passaporte brasileiro; diferentemente de países ocidentais, não é comum encontrar brasucas pelo oriente.

Em meio a vendedores ambulantes e toda a sorte de pedintes, esperei pelo “ônibus” que faria o trecho Poipet – Siem Reap. Após bom tempo de espera embarquei numa mini-van lotadíssima rumo ao ponto de acesso às ruínas do Angkor Wat, um dos maiores tesouros da humanidade. Sambei por aproximadamente 8 horas em estradas precárias de chão batido e esburacado, recebendo o ar quente e empoeirado das janelas da condução. Nestas horas foi importante vislumbrar meu objetivo maior e praticar uma das virtudes do Budismo, a paciência.

Desenvolvida pelo e para o turismo, Siem Reap foge da realidade local oferecendo acomodações luxuosíssimas, restaurantes de culinária ocidental e pubs transados destinados a atender ao grande volume de endinheirados europeus. Com orçamento apertado encontrei cama a dois dólares americanos, e refeições e transporte a 1 dólar cada.

Entre pedaladas numa velha bicicleta por um trânsito sem regras e muitos goles d´água, passando por paisagens que refletem o lado menos turístico e, portanto, mais realista do Camboja, cheguei ao Parque Arqueológico de Angkor. Após desembolsar os 40,00 (quarenta!!!) dólares pelo passe de 3 dias, pude me dar conta da imensidão de riqueza distribuída entre os templos e monumentos do parque. Sentia-me dividido entre euforia, ao presenciar tamanha beleza, e frustração, ao me dar conta de que o parque é administrado por uma companhia internacional que pouco ou nada reverte à miserável população local o alto custo de acesso a este patrimônio mundial da humanidade.

Angkor, que na língua local significa “Cidade Sagrada”, representa a história de uma civilização que dominou a região entre os séculos IX e XII, demonstrando as impressionantes marcas de arquitetura, arte e civilização praticadas no período. Este legado quase foi destruído durante o domínio do Khmer Vermelho no país. Os recentes anos 70, 80 e 90 deixaram cicatrizes perceptíveis nas esferas econômica, política, social e física do Camboja. Alternando entre placas indicativas de templos e ruínas, pude perceber curiosas indicações como “Cuidado: tráfego de elefantes” e assustadoras placas chamando à atenção para o perigo de minas terrestres.

Administrando meu tempo e as diversas sensações vivenciadas, aprendi, entre tantas outras lições, as maravilhas e estragos que a mente humana é capaz de criar, além de constatar que apesar da miséria e más condições de vida, o povo Khmer sorri e reflete em suas feições o real significado de estar desapegado e iluminado. Que assim seja a todos nós!

Alex Anton alexanton2002@gmail.com

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