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Uganda

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Parque Nacional Impenetrável de Bwindi.
Localização
noframe
Bandeira
Ug-flag.png
Informações Básicas
Capital Kampala
Governo República
Moeda Xelim de Uganda (UGX)
Área total: 236 040 km2
água: 36 330 km2
terra: 199 710 km2
População 31 367 972 (2008)
Idioma Inglês (oficial), Suaíli (oficial), Ganda ou Luganda, outras Línguas Nigero-Congolesas, Línguas Nilo-Saarianas, Árabe
Religião Católicos Romanos 33%, Protestantes 33%, Muçulmanos 16%, crenças indígenas 18%
Eletricidade 240V/50Hz (plugue Reino Unido)
Código telefônico +256
Internet TLD .ug
Fuso horário UTC+3

O Uganda é um país da África Oriental. Faz fronteira a este com o Quénia, a norte com o Sudão, a oeste com a República Democrática do Congo, a sudoeste com o Ruanda, e a sul com a Tanzânia. Chamado de "Pérola de África" por Winston Churchill, é habitat de uma das maiores e mais diversas faunas e floras de África, incluindo o chimpanzé comum e o altamente ameaçado gorila-das-montanhas, muito procurado em parques como o de Bwindi.

Entenda[editar]

História[editar]

O rico planalto entre os dois ramos do Vale do Rift foi habitado por bantus e nilotas desde tempos imemoriais e, quando os árabes e europeus ali chegaram, no século XIX, encontraram vários reinos, aparentemente fundados no século XVI, o maior e mais importante dos quais era o ainda existente Buganda. Esta área foi, em 1888, concedida à Companhia Britânica da África Oriental e, em 1894, o reino do Buganda tornou-se um protectorado do Reino Unido. Depois de várias manobras, por parte dos britânicos, realizaram-se eleições a 1 de Março de 1961 e Benedicto Kiwanuka tornou-se Ministro-Chefe - (Similar ao Primeiro Ministro Britânico, porem, totalmente dependente da Coroa) de Uganda, ainda como uma commonwealth e tornou-se independente em 9 de Outubro de 1962. Nos anos seguintes, verificou-se uma luta política entre os apoiantes de um estado centralizado, em vez da federação vigente baseada nos reinos. Como resultado, em Fevereiro de 1966, o então Primeiro Ministro Apollo Milton Obote - ( Seu nome completo é esse, porem é mais conhecido como Milton Obote) suspendeu a constituição, assumiu todos os poderes e depôs o Presidente e o Vice-Presidente. Em Setembro de 1967, uma nova constituição proclamou Uganda como uma república, deu ao presidente poderes adicionais e aboliu os reinos tradicionais. Em 1971, Idi Amin tomou o poder num golpe de estado e dirigiu o país como um ditador durante quase uma década, expulsou os residentes de origem indiana e promoveu o assassinato de um número estimado em cerca de 300 000 ugandeses. O seu regime terminou com a invasão de um exército de rebeldes, apoiados pela Tanzânia em 1979 e multidões de ugandeses jubilantes, encheram as ruas para comemorar. Depois deste contra-golpe, a Frente Nacional de Libertação de Uganda formou um governo interino, com Yusuf Lule como presidente, que adoptou um sistema ministerial de administração e criou um órgão quase parlamentar, a Comissão Consultiva Nacional (NCC), mas este órgão e o gabinete de Lule tinham visões políticas diferentes e, em Junho de 1979, o NCC substituiu Lule por Godfrey Binaisa. A disputa continuou sobre os poderes do presidente interino, Binaisa foi afastado em maio de 1980 e Uganda passou a ser governado por uma comissão militar dirigida por Paulo Muwanga. Em Dezembro de 1980, foram realizadas eleições, que levaram de novo à presidência Obote, que era vice-presidente de Muwanga. No período que se seguiu, as forças de segurança estabeleceram um dos piores recordes de violações direitos humanos do mundo. Nos seus esforços para terminar com uma rebelião liderada por Yoweri Museveni e o seu Exército de Resistência Nacional (“National Resistance Army” ou NRA), eles praticamente destruiram uma parte substancial do país, especialmente na área de Luwero, a norte de Kampala. Em 27 de Julho de 1985, uma brigada do exército composta por Acholi (uma das etnias do Uganda) e comandada pelo Brigadeiro Bazilio Olara Okello e o General-de-Exército Tito Okello (não são parentes) tomou Kampala e proclamou novamente um governo militar. Obote exilou-se na Zâmbia e o novo regime, dirigido pelo anterior comandante das forças de defesa, o General Tito Okello, iniciou negociações com Museveni, prometendo melhorar o respeito pelos direitos humanos, acabar com os conflitos entre tribos e organizar eleições livres e justas. No entanto, os massacres continuaram uma vez que Okello tentava destruir o NRA e seus apoiantes. Apesar de negociações em Nairobi, sob a mediação do Presidente queniano Daniel arap Moi, terem chegado a um acordo de cessar-fogo, o NRA continuou a lutar e, em Janeiro de 1986, capturou Kampala, forcando as forças de Okello a fugirem para o Sudão e colocando Museveni como presidente. Este acabou com os abusos aos direitos humanos, iniciou uma política de liberalização e de liberdade de imprensa e estabeleceu acordos com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e com vários países. Museveni foi democraticamente eleito em 1996, quando concorreu contra Paul Ssemogere, líder do Partido Democrático, tendo recebido 75% dos votos.

Clima[editar]

Mapa das regiões do Uganda (legenda à esquerda)

Embora geralmente seja equatorial, o clima do país não é uniforme, pois a altitude modifica-o. O sul do país é mais húmido com chuva durante todo o ano. Em Entebbe, na costa norte do Lago Victoria, a maior parte da chuva ocorre de Março a Junho e entre Novembro e Dezembro. Mais a norte emerge gradualmente um clima mais seco; em Gulu, a cerca de 120 km da fronteira sudanesa, o período de Novembro a Fevereiro é muito mais seco do que no resto do ano.

A região nordeste tem o clima mais seco e tem secas em alguns anos. Rwenzori no sudoeste, na fronteira com a República Democrática do Congo recebe muita chuva durante todo o ano. O clima do sul do país é muito influenciado por um dos maiores lagos do mundo, o Lago Victoria, que contem muitas ilhas. Este impede as temperaturas de variar muito e aumenta a precipitação e o número de nuvens.

Regiões[editar]

Centro do Uganda
Inclui a capital e a costa do enorme Lago Victoria.
Uganda Oriental
Perto da fronteira com o Quénia, é conhecido pela enorme quantidade de vida selvagem e pelas caminhadas na natureza.
Norte do Uganda
Esta magnífica área está cheia de vida selvagem.
Uganda Ocidental
Conhecido pelos gorilas, abundantes nos parques nacionais desta região, na fronteira com o Ruanda e República Democrática do Congo.








Cidades[editar]

Kampala.
  • Kampala — uma animada cidade africana.
  • Arua — na ponta noroeste do país.
  • Entebbe — situada nas costas do Lago Victoria.
  • Jinja — a famosa nascente do Rio Nilo.
  • Fort Portal — normalmente considerada a mais bonita povoação ugandesa, com vastas plantações de chá, alguns edifícios coloniais e com as Montanhas de Rwenzori como pano de fundo.
  • Mbarara — cidade do sudoeste, perto de muitos parques nacionais.
  • Kabale — uma pequena cidade no extremo sul do país, a caminho do Lago Bunyonyi.
  • Kisoro — perto do Parque Nacional de Mgahinga National Park, com gorilas e tudo.
  • Pakwach — na margem oeste do Nilo Branco.

Outros destinos[editar]

Mãe gorila e seu filho.
  • Reserva de Caça Ajai - Fica no norte do país e tem um recém-criado campo de safari de luxo perto da sua fronteira. Trata-se de uma pequena reserva com 16 600 hectares, situada na margem este do Nilo Branco.
  • Parque Nacional de Murchison Falls - Oferece uma agradável viagem de barco, num rio cheio de crocodilos e hipopótamos. A vizinha cascata é muito bonita e dramática, com 45 metros de altura. É possível fazer safaris - Murchison Falls tem uma grande variedade de vida selvagem, incluindi elefantes, girafas, búfalos, alguns leões e leopardos.
Pescadores em Port Belle, no Lago Victoria.
  • Parque Nacional de Queen Elizabeth - Tem magníficas vistas, especialmente se as Montanhas de Ruwenzori estiverem visíveis. O ugandês cob é um antílope endémico (e está no brasão de armas, bem como nas moedas do país), presente no parque. Deve fazer uma viagem pelos lagos das crateras vulcânicas, na borda sul da Cordilheira de Ruwenzori. O Canal de Kazinga tem a maior concentração de hipopótamos do continente, e o parque é habitat dos famosos leões trepadores de árvores.
  • Parque Nacional da Floresta de Kibale - Perto da cidade de Fort Portal, famosa pelos chimpanzés, e muito recomendado. Existe uma das maiores concentrações de pássaros da África Central. Os Lagos da Cratera de Kasese também estão na área.
  • Parque Nacional de Rwenzori - É uma cordilheira de montanhas no sudoeste do Uganda, na fronteira com a República Democrática do Congo. Tem 120 km de comprimento e 48 km de largura, sendo o seu ponto mais alto o Monte Stanley (5109 m). Nas Montanhas de Rwenzori, perto de Fort Portal está Mitandi. Este lugar representa uma oportunidade única de explorar as montanhas e de ficar a conhecer o povo Bakonzo.
  • Ilhas Ssese - Um magnífico conjunto de ilhas no Lago Victoria, com praias isoladas e um pouco de selva. No entanto, tenha cuidado com a bilharzía, presente no Lago Victoria, por isso, se for nadar, vá a um médico a seguir. Infelizmente, a viagem para as ilhas demora 8 horas; alternativamente, pode ir à Ilha de Busi, facilmente acessível em 45 minutos desde Entebbe.

Chegar[editar]

De avião[editar]

O Aeroporto Internacional de Entebbe é o único do país, situado no Centro do Uganda, na cidade de Entebbe, a cerca de 35 km a sudoeste de Kampala. Existem vários voos para cidades africanas e de vários pontos do mundo:

De barco[editar]

Existem barcos frequentes que ligam Kampala a Mwanza, na Tanzânia, atravessando o Lago Victoria.

De carro[editar]

Existem ligações por terra com todos os países vizinhos. A ligação com o Quénia tem boas estradas, enquanto que as estradas que ligam o país ao Ruanda está a ser melhorada. A fronteira Uganda/Ruanda está fechada aos fins-de-semana.

Por vezes não vai poder atravessar certas fronteiras, nomeadamente a fronteira com o Sudão e a fronteira com a República Democrática do Congo. Ambas estas fronteiras são duvidosas, por isso tem que perguntar para saber se estão abertas. Em Julho de 2006 era possível atravessar a fronteira com o Sudão e com a República Democrática do Congo, mas a situação pode mudar a qualquer momento e atravessar estas fronteiras pode não ser seguro.

De autocarro/ônibus[editar]

Várias companhias de autocarrp operam linhas directas entre Kampala e Nairobi, Kigali ou Dar es Salaam. Um autocarro nocturno desde Kampala pode começar às 16h00 e chegar a Nairobi às 6h00, custando 23000 UgSh.

Existem duas companhias de autocarros principais no país, viajando desde Nairobi e outros locais. Uma é a Scandanavian, a outra é a Akamba. Ambas são bem conhecidas, e confiáveis. A Scandanavian é mais confiável que a Akamba, mas não faz viagens nocturnas, o que poupa tempo, pois pode dormir em vez de fazer uma lonha, quente, e cansativa viagem durante o dia. A Akamba faz tanto viagens nocturnas como diurnas.

De comboio/trem[editar]

Não existem linhas de comboio no Uganda.

Circular[editar]

Grande Vale do Rift.

De avião[editar]

A Eagle Air [10] voa desde Entebbe para os principais centro urbanos do país. Existem também voos charter para vários destinos, incluindo alguns parques nacionais.

De barco[editar]

É raro usar barcos como meio de transporte no Lago Victoria, porque são potencialmente perigosos devido ao facto dos barcos serem pequenos e estarem a abarrotar de gente. O único meio de transporte marítimo regular é desde Entebbe até às Ilhas Ssese.

De carro[editar]

As estradas ugandesas são semelhantes às existentes na África sub-saariana. A maior parte das estradas principais estão pavimentadas, embora possam não estar nas melhores condições, e algumas podem ter muitos buracos. Muitas das estradas menores são feitas de terra batida, são rápidas e estão em condições razoáveis. No entanto, deterioram-se facilmente se houver muita chuva e tem muitos altos e baixos. As estradas não-pavimentadas das regiões montanhosas do sudoeste, se estiverem molhadas, podem não poder ser atravessadas. Conduza com cuidado e fique muito alerta, porque podem existir vários perigos na estrada, como condutores irresponsáveis.

Quando estiver a planear a viagem, em vez de perguntar a distância, pergunte a duração da viagem. Os condutores locais normalmente tem uma boa ideia da duração da viagem.

Espere pagar muito para alugar um veículo. Uma boa ideia é a lugar um todo-o-terreno com condutor, pois vai precisar de ajuda com a língua local, e vai precisar de alguém que percebe bem as estradas do país, e que possa ajudá-lo se algo acontecer. Isto irá custar mais de 79€ (175$R) por dia 8não incluindo o combustível), sendo que os veículos mais baratos não tem janelas. Uma opção mais barata vai muito provavelmente avariar e abandoná-lo no meio de um sítio remoto, que pode fazê-lo perder dias de viagem. A menos que não se importe de pagar com antecedência, sem contracto assinado e nenhum tipo de seguro para o ajudar se o carro avariar, vá a uma das agências mais importantes.

De táxi[editar]

A melhor maneira de andar em cidades grandes como Kampala é usando táxis partilhados (mini-autocarros), chamados matatus. Esta é a maneira mais eficiente de se deslocar em áreas urbanas, mas cuidado com os condutores, pois alguns deles tentam roubar os turistas aumentando os preços. Estes são frequentes, baratos, estão cheios de gente e fazem muitas paragens. Estes conduzem muito rapidamente e estão frequentemente envolvidos em acidentes de trânsito.

Estes táxis percorrem rotas fixas, pegando e deixando pessoas em qualquer ponto ao longo do caminho. Se quiser entrar, abane o braço à beira da estrada. Para sair, diga "stage" e o condutor encosta e deixa-o sair. Não está sinalizado para onde o autocarro vai, por isso tem que ouvir os destinos que o condutor lhe grita. Se não tem a certeza de onde é que deve apanhar o táxi para um destino, pergunte a um condutor que esteja à sua beira, e eles provavelmente podem indicar-lhe o táxi certo.

Existem táxis em quase todas as cidades de tamanho razoável. Pode negociar os preços para viagens de longa distância.

De autocarro/ônibus[editar]

O Uganda tem um sistema de autocarro decente. Existem dois tipos de autocarro. Os "táxis" (também chamados matatus) são na verdade mini-autocarros que seguem rotas fixas (veja De táxi).

Existem também autocarros verdadeiros, embora sejam menos frequentes, e a maior parte deles deixam Kampala de madrugada. Existem várias companhias, mas quase todas fazem os mesmos percursos. Os autocarros podem ficar cheios de gente, por isso vai ficar muito tempo de pé até que alguém saia e você se possa sentar.

Tanto autocarros como táxis percorrem as principais estradas entre cidades, tanto pavimentadas como de terra batida.

Viajar de autocarro entre grandes cidades do país é uma opção barata e razoável, e uma boa escolha para quem tiver tempo e quiser poupar dinheiro, mas não pode esperar que sigam os horários. Uma viagem desde Kampala até Masindi demora cerca de quatro horas e custa cerca de 8000 xelins ugandeses.

Tanto autocarros como táxis não usam horários fixos; eles saem do terminal quando estão completamente cheios. Em rotas muito populares, os autocarros enchem rapidamente e isto não é um problema, mas em rotas menos populares (ou se for num autocarro maior), prepare-se para esperar algum tempo antes de partir.

De comboio/trem[editar]

Não existem quaisquer linhas de comboio no país.

De boda-boda[editar]

Em Kampala e outras cidades, os boda-boda são uma boa maneira de se mover. Estes são pequenos motociclos, bicicletas ou scooters com almofadas na parte de trás e são um transporte barato, usado pelos locais. Se usar os boda-bodas, tenha muito cuidado pois estão frequentemente envolvidos em acidentes; no entanto, apesar disto são uma maneira divertida e rápida de se deslocar. Se pedir ao condutor para conduzir mais devagar e de uma maneira mais segura, ele pode mesmo ouvi-lo.

Fale[editar]

O inglês é muito falado como língua franca, embora o grau de fluência varie. Os mais educados falam inglês britânico, mas o inglês ugandês é extremamente comum. Dezenas de línguas africanas são faladas no Uganda, sendo mais comum o Luganda, que é falado quase universalmente em Kampala. O suaíli pode ser útil em certos locais, especialmente no norte e este. Embora muitos ugandeses não falem suaíli, é uma linguagem comum no país.

Algumas palavras ou frases nos variados dialectos são muito fáceis de aprender e a maior parte dos locais ficará contente de o ensinar a falar algumas palavras, e toda a gente que cumprimentar deste modo ficará encantada.

  • Oli otya (olio-tia) = Como está?
  • Bulungi/gyendi (bulunji/jiendi) = Estou bem
  • Kale (karl-eh) = ok
  • Nyabo = madame
  • Ssebo = senhor
  • Muzungu = Europeio, usado comummente para se referir a um estrangeiro e, principalmente, pessoas brancas.
  • Hujambo = Olá. Esta palavra suaíli é usado um pouco por todo o país.

Compre[editar]

Coma[editar]

Beba e saia[editar]

Durma[editar]

Aprenda[editar]

Trabalhe[editar]

Segurança[editar]

Saúde[editar]

Respeite[editar]

Mantenha contacto[editar]

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