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Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

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Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros [1] (PNCV) é uma área de preservação de cerrado de altitude, localizada na Chapada dos Veadeiros, com cerca de 40% de sua área no município de Alto Paraíso de Goiás e o restante no município de Cavalcante, na região Norte do Estado de Goiás.

Entenda[editar]

Mapa do parque.
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A unidade de conservação está localizada em terras que oscilam entre 1.400 e 1.667 m, na Chapada dos Veadeiros, um espinhaço que atua como divisor de águas das bacias Amazônica (rios Tocantins e Maranhão) e Platina (rio Paranoá), e que constitui o pediplano mais alto do Brasil Central, incluindo o morro do Pouso Alto, ponto culminante de Goiás (1667 m), próximo a Alto Paraíso, fora do Parque. A área é um importante centro dispersor de drenagem, com a maioria de seus rios escavando vales em forma de "V". Entre estes rios, o principal é o rio Preto, afluente do Tocantins. O Parque fica entre as geocoordenadas 13º51' a 14°10' de latitude Sul e 47°25' a 47°42' de longitude Oeste. Os principais atrativos do Parque estão localizados no rio Preto e podem ser visitados em caminhadas de um dia pela Trilha dos Saltos, com 9 km de extensão total, e Trilha dos Cânions, com 10 km. Para visitantes com dificuldades de locomoção, como crianças, grávidas e idosos, é indicada a Trilha da Seriema, com 800 metros de extensão total. Para caminhantes mais experientes, a opção é a Travessia das Sete Quedas, com 23 km de extensão total e possibilidade de pernoite em área de camping no interior do Parque. Esta trilha é feita mediante agendamento prévio através da página do Parque Nacional na internet. Em 2001, o PNCV Foi reconhecido como Patrimônio Natural Mundial da Humanidade pela UNESCO.

História[editar]

O Parque foi criado em 1961 com o nome de Parque Nacional do Tocantins, com área 650 mil hectares. Em 1972, o Parque teve seus limites reduzidos a 171.924 hectares e, em 1981, foi novamente reduzido, ficando restrito a cerca de 60 mil hectares. Posteriormente, em 1990, os limites do Parque foram revistos e, atualmente, a unidade de conservação protege aproximadamente 65 mil hectares de cerrado de altitude. A administração do Parque fica a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.

Paisagem[editar]

A Paisagem de tão exótica e espetacular ja foi até cenário de um seriado da BBC chamado Walking With The Beasts.

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Flora e fauna[editar]

Entre as espécies da fauna que habitam o parque, cerca de cinqüenta são classificadas como raras, endêmicas ou sob risco de extinção na área. Mamíferos a destacar: lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), cervo (Blastocerus dichotomus), veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus), tatu-canastra (Priodontes giganteus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), capivara (Hidrochaeris hidrochaeris) e anta (Tapirus terrestris). Com relação às aves, das 312 espécies destacam-se o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus), endêmico e ameaçado de extinção; a ema (Rhea americana), tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus), urubu-rei (Sarcoramphus papa), coruja buraqueira (Athene cunicularia) e várias espécies de gaviões. No tocante à flora, já foram identificadas 1.476 espécies de plantas no parque, das 6.429 que existem no bioma Cerrado. A fitofisionomia abriga campos limpos, campos sujos, veredas e matas ciliares. Nos campos e veredas, belíssimas formações de palmeira buriti (Mamita flexuosa) acompanham lugares úmidos, nascentes, brejais e cursos d’água.

Clima[editar]

Tropical de Altitude. De outubro a abril chove, correntezas e trombas dágua acontecem, e a visitação aos locais de banho pode ser suspensa pela administração do Parque. De maio a setembro as chuvas são raras, a vegetação seca e o nível da água nas cachoeiras diminui, tornando a paisagem bastante diferente da época das chuvas.

Chegar[editar]

De avião[editar]

A maioria dos viajantes que chegam via aérea o fazem pelo aeroporto de Brasília. Há um pequeno aeroporto doméstico em Alto Paraíso, que não recebe voos regulares.

De ônibus[editar]

As empresas que fazem a rota Brasília-Chapada dos Veadeiros são a Real Expresso e Santo Antônio.

De carro[editar]

  • Saindo de Brasília, pegue a BR-020 em direção a Formosa (para quem chega de avião: Aeroporto > Eixão Sul > Eixão Norte > Ponte do Bragueto > Balão do Torto > Posto Colorado > Sobradinho) e vire à esquerda para a BR-010 (GO-118) depois de Planaltina (o balão é bem sinalizado) em direção a Alto Paraíso; uma vez lá, pegue a GO-239 e siga por 36 km (os primeiros 22 têm asfalto) até São Jorge, onde ficam a sede e a única entrada para visitantes do Parque.
  • Saindo de Goiânia, passe por Brasília e siga a rota acima.
  • Saindo de São Paulo, pegue a Via Anhangüera (SP-330) até Uberaba. De lá, siga pela BR-050 até Brasília.

Dias e horário de funcionamento[editar]

O Parque é aberto à visitação de terça a domingo. Em casos de feriados nas segundas-feiras, o Parque permanecerá aberto neste dia, fechando no primeiro dia útil subsequente.

Em janeiro e julho, meses de férias escolares, o Parque fica aberto todos os dias.

Entrada: 8h às 12h

Saída: até 18h (não se aplica para a Travessia das Sete Quedas).

Trilhas e Atrativos[editar]

Todas as trilhas do Parque Nacional têm sinalização rústica e são autoguiadas, ou seja, a contratação de um condutor de visitantes/guia de turismo é opcional. Atualmente, estão abertas ao público:

  • Trilha dos Cânions - (10 km): acesso à Cachoeira das Cariocas, ao Cânion 1 (apenas na época da seca) e Cânion 2.
  • Trilha dos Saltos - (9 km): acesso ao Mirante do Salto 120, ao Salto 80 (com poço para banho) e às Corredeiras (com piscinas naturais).
  • Trilha da Seriema - (800 m): acesso ao Córrego Preguiça, com poço para banho na época das chuvas.
  • Travessia das Sete Quedas - (23 km): trilha com possibilidade de pernoite em área de camping no interior do Parque. Para percorrer esta trilha, o visitante deverá efetuar o agendamento prévio mediante o preenchimento de formulário na página oficial do Parque na internet: http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante
Salto do Rio Preto depois de chuva forte

Coma[editar]

Além de tomar um bom café da manhã, leve um lanche para a trilha. Todo o lixo deve ser trazido de volta pelo visitante, inclusive o orgânico. Cascas de fruta e restos de alimentos, apesar de se degradarem no ambiente mais rapidamente do que o lixo seco, causam poluição visual e podem ser ingeridos por animais, prejudicando seu organismo.

Beba[editar]

Leve um cantil cheio. A água dos rios é potável, então preocupe-se em levar água suficiente apenas para chegar à primeira parada de banho. Mas é aconselhável encher seu cantil em áreas mais distantes de onde entram os banhistas, para não pegar água com muito filtro solar diluído.

Durma[editar]

Dentro do Parque é permitido em área de camping na Travessia das Sete Quedas.

Consulte hotéis, pousadas e campings em São Jorge, Alto Paraíso e Cavalcante.

Segurança[editar]

Use protetor solar, olhe onde pisa e escute o guia. Fique atento para os perigos de incêndio florestal (na seca) e trombas d'água (de outubro a abril chove, os rios enchem, trombas d'água podem acontecer, e o Parque pode eventualmente suspender a permissão para banhos de rio). Tome as devidas precauções.

Partir[editar]


Este artigo é usável. Ele contém informações sobre como chegar e algumas indicações completas de restaurantes e hotéis. Uma pessoa mais corajosa poderia utilizá-lo para viajar, mas por favor mergulhe fundo e ajude-o a crescer!

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