Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira
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O Parque Estadual do Alto Ribeira - PETAR fica no sul do estado de São Paulo
[editar] Entenda
O parque tem uma das maiores concentrações de cavernas do planeta -- são mais de 300 --, numa região de Mata Atlântica intocada sobre montanhas e serras. Esse patrimônio natural é composto por sítios paleontológicos, arqueológicos e históricos, sem falar na extrema biodiversidade e na riqueza espeleológica encontrada na região.
O alto índice de prepicipação aliado à sua ação sobre a rocha calcárea é responsável pela formação das cavernas e suas infindáveis estalactites (no teto), estalacmites (no chão), colunas (do teto ao chão) e cortinas. As cavernas são tanto horizontais (grutas) como verticais (abismos).
Devido à extensão -- são quase 36 mil ha.--, as áreas permitidas à visitação ficam concentradas em quatro diferentes núcleos: Santana, Caboclos, Ouro Grosso e Casa da Pedra.
O PETAR forma, em conjunto com os parques estaduais de Jacutinga, Intervales, Carlos Botelho e a Estação Ecológica Xitué um grande área contínua de Mata Atlântica, com mais de 200 mil hectares e imensa variedade de espécies. Toda a região foi considerada Reserva da Biosfera pela UNESCO.
Sede do Parque: (15) 3556-2021
[editar] História
O parque foi criado em 1953, oficialmente reconhecido em 1958, mas só foi aberto à visitação nos anos 1980. Segundo estudos, supõe-se que a ocupação humana iniciou-se a cerca de 10 mil anos. A descoberta de sambaquis e de sítios ceramistas datam de 2 mil anos, e vestígios de uma tradição caçadora e posteriormente cultivadora colocam a região como rota migratória de populações indígenas. Os portugueses, por meio das Bandeiras, passaram a colonizar o lugar entre os séculos XVII e XVIII em busca de riquezas. Muitos quilombos foram formados na região.
O parque ocupa área dos municípios de Apiaí e Iporanga.
[editar] Paisagem
O relevo é montanhoso, pois o parque estende-se sobre a Serra da Boa Vista, parte da Serra de Paranapiacaba.
[editar] Flora e fauna
A paisagem está recoberta por Mata Atlântica original. As araucárias, paus-brasil, palmeiras, orquídeas e bromélias são comuns. Há também muitas figueiras, cujas raízes podem ter metros de altura para fora da terra. As árvores de maior porte chegam a ter 40 m de altura.
Os animais maiores que integram esse habitat são o veado-matreiro, a irara, a onça-pintada, a lontra, o mono-carvoeiro, o macaco-prego, o bugio, o gavião-real, o papagaio-peito-roxo, a jacutinga, o jacu-guaçu etc.
[editar] Clima
Subtropical; os verões são quentes e úmidos, com muita chuva entre dezembro e março, quando as estradas de terra se tornam difíceis de transitar. O clima é mais estável entre abril e novembro, meses mais secos. Temperaturas médias: verão, 25ºC; inverno, 18ºC.
[editar] Chegar
[editar] De carro
- De São Paulo, há dois caminhos:
- Pela BR-116/Régis Bittencourt por 230 km até Jacupiranga, mais 25 km pela SP-193 até Eldorado e finalmente outros 73 km pela SP-185 até o município de Iporanga; total: 323 km.
- Para chegar ao núcleo Santana há ainda 18 km em estrada de terra, em direção à Apiaí;
- O núcleo Ouro Grosso, localizado junto ao Bairro da Serra, fica a 14 km da cidade
- O núcleo Casa de Pedra, fica a 10 km de Iporanga, todos acessíveis pela mesma estrada.
- Pela BR-116/Régis Bittencourt por 230 km até Jacupiranga, mais 25 km pela SP-193 até Eldorado e finalmente outros 73 km pela SP-185 até o município de Iporanga; total: 323 km.
- Pela SP-280/Castelo Branco até Tatuí. Saindo da Castelo, deve-se pegar a SP-127, passando por Itapetininga, até Capão Bonito; aí a mesma estrada muda de nome para SP-250, passa por Guapiara e por fim chega a Apiaí.
- Deve-se então seguir em direção à Iporanga, por mais 21 km em estrada de terra, até chegar no Núcleo Santana,
- Ou por mais 25 km até o Bairro da Serra e o Núcleo Ouro Grosso
- 4 km além está o Núcleo Casa de Pedra.
- Já para chegar ao Núcleo Caboclos, faça assim: 30 km antes de Apiaí, na SP-250, há uma saída de terra à esquerda. O núcleo fica a 16 km dessa rodovia, pela estradinha.
- Pela SP-280/Castelo Branco até Tatuí. Saindo da Castelo, deve-se pegar a SP-127, passando por Itapetininga, até Capão Bonito; aí a mesma estrada muda de nome para SP-250, passa por Guapiara e por fim chega a Apiaí.
[editar] De ônibus
Do Terminal Barra Funda em São Paulo, por dois caminhos:
- Pela Transpen, até Apiaí: 6 h, R$53,11. De lá, há suas saídas diárias para Iporanga: 11h e 16h, por estrada de terra, onde se encontram os núcleos Santana, Ouro Grosso e Casa da Pedra.
- Pela Intersul, com quatro saídas diárias para Eldorado (R$ 33,45), e depois em ônibus circular para Iporanga e, finalmente, em outro para Apiaí, com suas duas saídas diárias.
[editar] Taxas e Permissões
R$3,00 para entrar nos núcleos. É exigida a contratação e acompanhamento de um guia, o qual pode ficar com grupo de no máximo 10 pessoas.
Não são todas as cavernas que podem ser visitadas, e o uso de equipamento de segurança, como capacete com lanterna, é sempre obrigatório.
Para ter acesso à áreas restritas das cavernas, é preciso solicitar autorização previamente à administração do PETAR em Apiaí, av. Isidoro Alfeu Santiago, 364, tel. (15) 3552-1895.
[editar] Circule
[editar] Veja
- Núcleo Santana – fica a 4 km do Bairro da Serra
- Caverna Santana- Tem quase 6 km de extensão, mas apenas 800 m da podem ser visitados. Estalactites, estalagmites e a curiosa formação da "cabeça de cavalo". Duração de aproximadamente 1h30.
- Caverna Água Suja - A caverna possui salões altos, e as águas do rio Betari tem aproximadamente 1 m de profundidade. O passeio termina nas cachoeiras das Andorinhas, com 20 m de altura, e Betarizinho. O percurso tem 3,6 km e dura 2 h.
- Caverna Morro Preto, com acesso de subida puxada, porém compensadora: houve vestígios de ocupação pré-histórica
- Núcleo Ouro Grosso – fica junto ao Bairro da Serra
- Caverna Ouro Grosso - O percurso da caverna conta com travessia de cachoeiras e poços dágua, algumas das quais necessitam de ajuda de cordas.
- Alambari de Baixo - A travessia da caverna dura 1 h, depois de trilha na mata; a água ultrapassa a cintura e em alguns locais as cordas de segurança são necessárias.
- Núcleo Caboclos - acesso pela SP-250; foi a primeira sede do parque e fica em sua parte mais alta
- Caverna do Chapéu - É a mais fácil e fica próxima à administração do núcleo.
- Trilha do Mirante e Trilha Sete Reis, as quais conduzem a diversas outras cavernas.
- Cachoeira Sete Reis
- Cachoeira Maximiniano
- Cavernas Termina e Desmoronada, trilha de 2h30, com várias cachoeiras pelo caminho
- Núcleo Casa de Pedra- fica a 4 km do Bairro da Serra, em sentido contrário ao Núcleo Santana, ou seja, a 10 km de Iporanga por estrada, e depois por trilha margeando o rio Maximiniano até chegar na Caverna Casa de Pedra, com um teto de 215 m de altura, o que equivale a 72 andares de um prédio.
[editar] Faça
[editar] Atividades
- Espeleologia
- Caminhadas
- Rapel
- Mountain bike
- Bóia-Cross, no Núcleo Santana, com descida pelo rio Betari. A dificuldade aumenta após cruzar a ponte. Grupo mínimo de 5 pessoas.
[editar] Coma e beba
Não há nenhum tipo de comércio no parque. Refeições somente nas pousadas.
[editar] Durma
[editar] Hospedagem
- Hospedagens no Bairro da Serra:
- Rancho da Serra, tel. 15 3556-1320
- Quiririm , tel. 15 3556-1273
- Diva, tel. 15 3556-1224
- Idati, tel. 15 3556-1188
- Pousadas em Iporanga
- Hotéis em Apiaí
[editar] Camping
- Núcleo Santana, com sanitários, lavanderia e ambulatório, tel. 15 3552-1528
- Núcleo Caboclos, com sanitários e lavanderia, tel. 15 3552-1875
- Recanto das Orquídeas, na estrada Iporanga-Apiaí, Bairro da Serra.
- Pousada do Tatu, Bairro da Serra
[editar] No campo
Siga estritamente às recomendações do Parque.
[editar] Segurança
- É fundamental ter um guia, já que as galerias nas cavernas podem se transformar em verdadeiros labirintos.
- Tenha pilhas extras para lanternas e sacos plásticos para impermeabilizar equipamentos, bem como para trazer o lixo de volta.
- Leve cantil, roupas leves mas que aqueçam, de preferência de secagem rápida (tactel), tênis antiderrapantes, meias, roupa de cama, toalha.
- As estradas de terra tornam-se perigosas em épocas de chuvas intensas, podendo ocorrer quedas de barreira.
[editar] Respeite
- Grupos pequenos causam menor impacto no meio-ambiente.
- Andar sempre pelo meio as trilhas e não cortar caminho.
- Não fazer barulho, pois isso altera o comportamento da fauna e prejudica pedidos de socorro.
- Não cortar a vegetação nem abrir caminhos.
- Evitar pisotear a vegetação rasteira.
- Recolher todo lixo, sempre. Em campings, não deixar vestígios.
- Acampar em locais permitidos ou livres de vegetação e nunca em locais pouco compactados.
- Não construir estruturas de tipo algum.
- Não fazer fogo: usar fogareiro.
- Lavar utensílios com sabão branco e afastado de córregos, usando um recipiente.
- Se não houver banheiro, mantenha uma distância de 50 m de cursos dágua e enterrar os dejetos a pelo menos um palmo.
- Se não houver picada:
- Andar dispersamente para não detiorar o solo.
- Caminhar sempre que possível sobre superfícies como rochas, cascalhos e cursos de rio.
[editar] Partir
- Parque Estadual de Jacupiranga - Caverna do Diabo
- Parque Estadual Intervales
- Parque Estadual Carlos Botelho

