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Estrada Real

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Este artigo é um itinerário.


Marco da Estrada Real entre Tiradentes e São João del Rei

A Estrada Real[1] se localiza na Região Sudeste e liga Diamantina, em Minas Gerais, ao litoral do Rio de Janeiro.

Índice

Entenda[editar]

As estradas e caminhos que formam o que se conhece por Estrada Real foram abertos no século 17, durante o ciclo da mineração, para escoar a produção de ouro e diamantes das reservas em Minas Gerais aos portos de Paraty e Rio de Janeiro, constituindo na época o único trajeto permitido a esses locais.

Inicialmente, o caminho ligava somente a cidade de Paraty às províncias auríferas do interior de Minas, a antiga Villa Rica, hoje Ouro Preto (Caminho Velho). No entanto, a Coroa Portuguesa percebeu a necessidade de um trajeto mais seguro e rápido ao porto do Rio de Janeiro, surgindo então o caminho novo. Ainda no século XVIII, surgiram outras trilhas para exploração dos diamantes – o belo Caminho dos Diamantes.

Cercados de natureza exuberante e por pessoas acolhedoras, hoje estes caminhos levam seus visitantes a conhecer belos atrativos de cada cidade, a cultura, a história e até o passo a passo daquele maravilhoso pão de queijo servido com um delicioso café quentinho ao pé do fogão a lenha.

Com 1600 km de extensão, além de sua importância como eixo principal do ciclo do ouro, a Estrada Real exerceu papel fundamental no desenvolvimento político, cultural e socioeconômico do Brasil.

Tamanha riqueza transformou a Estrada Real na maior rota turística do Brasil, que abriga algumas das mais belas paisagens do mundo.

Chegar[editar]

Percorre[editar]

A Estrada Real segue os seguintes percursos:

Caminho dos Diamantes[editar]

Caminho dos Escravos, Diamantina (MG).

O Caminho dos Diamantes passou a ter grande importância a partir de 1729, quando as pedras preciosas de Diamantina ganharam destaque nas economias brasileira e portuguesa. Além da história de seus municípios, da cultura latente e da gastronomia típica, o Caminho dos Diamantes destaca-se pela beleza natural.

Atrativos que somam aventura, natureza, história e cultura dão o tom das viagens pelo Caminho dos Diamantes da Estrada Real. O viajante percorre 395 quilômetros divididos em 18 planilhas na companhia da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e de suas paisagens exuberantes.

Para quem percorre o caminho dos Diamantes no sentido Diamantina – Ouro Preto 178,3 Km serão entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas é a do trecho entre Itapanhoacanga a Santo Antônio do Norte, mas como um todo o nível de exigência física é menor. Boa parte dos percursos existe poucas opções com áreas sombreadas, principalmente entre Diamantina a Bom Jesus do Amparo.

Para quem percorre no sentido Ouro Preto - Diamantina dos 395 km 173,3 Km oscila entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas é entre Santo Antônio do Norte a Itapanhoacanga e Serro a Diamantina, mas como um todo o nível de exigência é maior física é maior.

Normalmente os viajantes gastam em média 7 dias para percorrer de bicicleta e 20 dias a pé, mas isso varia com o tom que o turista que dar para a sua viagem.

Dos 395 quilômetros 26 % estão asfaltados(105,9 km), e 0,5 % de trilha(2 km). Os outros 73,5% é de estrada de terra (289 km).

Trechos que tem asfalto ou trilha:

Mapa do Caminho dos Diamantes

Caminho do Sabarabuçu[editar]

Mapa do Caminho do Sabarabuçu

Há cerca de trezentos anos, as serras íngremes do trecho, cortadas por cursos d’água como o rio das Velhas, eram vistas como verdadeiros tesouros, onde seria possível achar ouro e outras pedras preciosas. Essa crença se devia ao brilho que a atual Serra da Piedade (antigo Pico de Sabarabuçu) tem. O que os bandeirantes imaginavam ser ouro é, na verdade, o minério de ferro do topo da montanha, que reflete a luz do sol. Para chegar até a serra que reluzia, esses viajantes buscaram uma rota alternativa entre Ouro Preto, no Caminho Velho, e Barão de Cocais, no Caminho dos Diamantes. Foi aí que surgiu o Caminho de Sabarabuçu. O caminho segue margeando o rio das Velhas e tem a Serra da Piedade, do alto dos seus 1.762 metros, como um dos atrativos. Além da mítica história da serra que reluz, ela servia também como referência de localização para a chegada às minas a partir de Raposos, Sabará e Caeté.

Os 160 km do Caminho de Sabarabuçu estão divididas em 6 trechos, onde cada um dos trechos guarda atrativos turísticos que vão do turismo natural ao histórico, cultural e religioso – são dezenas de igrejas e festas populares.

Dos 160 quilômetros 22,5% são de trilha (36 km).Os outros 82% são de estrada de terra (124 km)

O turista tem que ficar muito atento no campo de observações das planilhas, principalmente nos trechos de trilha, onde ele terá informações do estado da trilha e a possibilidade de faze lá, como por exemplo, se tem como percorrê-la com alforje, além de informações de como é possível evitá-las. Dentre as trilhas de grande dificuldade é entre Morro Vermelho a Sabará.

Para quem percorre o caminho do Sabarabuçu no sentido Cocais – Glaura subirá um total de 77 km oscilando entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas é a do trecho entre Cocais a Glaura. Boa parte tem opções com áreas sombreadas, exceto entre o trecho Rio Acima a Glaura.

Para quem percorre no sentido Glaura a Cocais dos 160 km 76 km oscila entre subidas curtas e longas.

Caminho Velho[editar]

Mapa do Caminho Velho

Com muitas histórias para contar, o Caminho Velho foi à primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para o tráfego entre o litoral fluminense e a região mineradora. São localidades que aliam a cultura típica de Minas Gerais, um combinado entre as raízes indígenas, africanas e europeias. Essa riqueza é responsável por atrativos como a arquitetura única de Ouro Preto, a gastronomia reconhecida internacionalmente de Tiradentes, as grandes estâncias hidrominerais do Circuito das Águas e a cultura latente de Paraty.

Os 710 km do Caminho Velho são divididos em 27 planilhas, onde em cada um dos trechos o turista terá a possibilidade de viverem boas experiências.

Dos 710 quilômetros 10% estão asfaltados (75,5 Km), 1,5% de calçamento (10 km) e 6% de trilha (38 km). Os outros 82,5% são de estrada de terra (586,5 Km)

Trecho de asfalto ou trilha:

O turista tem que ficar muito atento no campo de observações das planilhas, principalmente nos trechos de trilha, onde ele terá informações do estado da trilha e a possibilidade de faze lá, como por exemplo, se tem como percorrê-la com alforje, além de informações de como é possível evitá-las. Dentre as trilhas de grande dificuldade é entre Ouro Preto – São Bartolomeu.

Para quem vai percorrer no sentido Ouro Preto a Paraty terá a altimetria a seu favor, pois ela sai de 1.200 metros para o nível do mar. Mesmo assim o percurso todo oscila com subidas curtas e longas, num total de 320 km, sendo as mais marcantes entre Capela do Saco a Carrancas e Guaratinguetá a Cunha. Boa parte dos percursos existe poucas opções com áreas sombreadas, principalmente entre São João Del Rei a Cruzília.

Para quem vai percorrer no sentido Paraty a Ouro Preto terá a altimetria como inimigo, pois ela sai do nível do mar para 1.200 em Ouro Preto. Mesmo assim o percurso todo oscila com subidas curtas e longas, num total de 319 km, sendo as mais marcantes entre Paraty a Cunha, Vila do Embau a Passa Quatro e São Bartolomeu a Ouro Preto.

Caminho Novo[editar]

Mapa do Caminho Novo

O Caminho Novo é o mais jovem da Estrada Real. Sua criação começou a ser definida em 1698, mas foi entre 1722 e 1725 que a rota estava finalmente definida. Repleto de atrativos turísticos, ele guarda dezenas de vestígios da época mineradora, um verdadeiro convite para o viajante. Aberto para ser alternativa mais rápida e fácil ao Caminho Velho, o Caminho Novo guarda para os turistas uma série de elementos da época das bandeiras e das primeiras explorações do território. São túneis, chafarizes e fazendas, hoje transformadas em confortáveis meios de hospedagem, que resgatam construções e costumes dos séculos XVIII e XIX.

Os 515 km do Caminho Novo são divididos em 18 planilhas, onde em cada um dos trechos ao reserva ao viajante possibilidades de turismo que aliam atrativos naturais e culturais: um prato cheio para aguçar a criatividade de quem viaja por conta própria!

Dos 515 quilômetros 32% estão asfaltados(166 km), e 5% de trilha (25 km) de trilha. Os outros 63% são de estrada de terra (324 km)

Importante não deixe de ficar atento na planilha no trecho entre Ewbank da Câmara a Juiz de Fora, pois devido a uma porteira fechada por cadeado, a planilha está indica outro caminho. Como nos campos de observações das planilhas, principalmente nos trechos de trilha, onde ele terá informações do estado da trilha e a possibilidade de faze lá, como por exemplo, se tem como percorrê-la com alforje, além de informações de como é possível evitá-las.

Nos trechos de asfalto, principalmente quando chega no estado do Rio de Janeiro, muita atenção, pois na maioria das rodovias não tem acostamento.

Para quem vai percorrer no sentido Ouro Preto a Porto Estrela terá a altimetria a seu favor, pois ela sai de 1.200 metros para o nível do mar. Mesmo assim o percurso todo oscila com subidas curtas e longas, num total de 223 km, sendo as mais marcantes entre Secretário a Petrópolis. Boa parte dos percursos tem opções com áreas sombreadas.

Para quem vai percorrer no sentido Porto Estrela a Ouro Preto terá a altimetria como inimigo, pois ela sai do nível do mar para 1.200 em Ouro Preto. Mesmo assim o percurso todo oscila com subidas curtas e longas, num total de 238 km.


Informações sobre os roteiros planilhados: http://www.estradareal.tur.br/

Segurança[editar]

Partir[editar]

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