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Auschwitz

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"Arbeit macht frei" - O trabalho liberta.
Entrada para o campo de concentração de Auschwitz I.

Auschwitz [1] é o nome genérico dado ao conjunto de campos de concentração, trabalho e exterminação construídos pelos alemães na II Guerra Mundial e situados na cidadezinha de Oświęcim, no sul da Polónia, a 60 quilómetros de Cracóvia. Os campos de concentração tornaram-se num local de peregrinação para os sobreviventes, as suas famílias e todos os que desejam relembrar os horrores do Holocausto.

Entenda[editar]

Embora não seja o único (nem o primeiro) campo de concentração e exterminação alemão, Auschwitz tornou-se num símbolo de terror, genocídio e do Holocausto em todo o globo.

Foi estabelecido um campo de concentração nos subúrbios da cidade polaca de Oswiecim que - tal como o resto da Polónia - estava ocupada pelos alemães desde o início da II Guerra Mundial (1939-1945). O nome da cidade de Oswiecim foi mudado ('alemanizado') para Auschwitz, que também se tornou o nome do campo.

O campo foi expandido durante os cinco anos seguidos e acabou por consistir em três partes principais: Auschwitz I, Auschwitz II-Birkenau, e Auschwitz III-Monowitz. Auschwitz tinha também mais de 40 sub-campos nas cidades vizinhas e na área circundante. Inicialmente, apenas polacos e judeus eram aprisionados e mortos no campo. Mais tarde, prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos, e prisioneiros de outras nacionalidades e minorias eram também encarcerados aqui.

De 1942 para a frente, o campo tornou-se o palco de um dos maiores assassínios em massa da história da humanidade, cometido contra os judeus europeus como parte do plano de Hitler de destruir completamente esse povo. A grande maioria dos homens, mulheres e crianças judaicas deportadas das suas casas para Auschwitz eram imediatamente mortos nas câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau. Após a sua morte, os seus corpos eram cremados em fornos industrias no crematório.

No fim da guerra, tentando fazer desaparecer as provas dos crimes que cometeram, a SS começou a desmantelar e destruir as câmaras de gás, os crematórios e outros edifícios, para além de queimar documentos. Os prisioneiros que eram capazes de marchar eram evacuados para as profundezas do Império Alemão. Os que permaneceram no campo foram libertados pelos soldados do Exército Vermelho a 27 de Janeiro de 1945.

Em 2 de Julho de 1947 foi estabelecido pelo governo polaco pós-guerra o Museu Estadula de Auschwitz-Birkenau nas partes que ainda restavam do campo, Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau.

O sítio foi adicionado à Lista de Património Mundial da UNESCO em 1979.

Chegar[editar]

Auschwitz no Inverno.

Existem autocarros (10zl só ida) e mini-autocarros (8zl só ida - sai do andar subterrâneo da estação de autocarros) frequentes e baratos, de e para a principal estação de autocarros em Cracóvia. Se preferir pode também vir numa viagem organizada desde a cidade, que podem ser requisitadas na maior parte dos hotéis ou nos postos de turismo de Cracóvia. O autocarro demora cerca de hora e meia - costuma estar cheio de gente e para várias vezes ao longo do caminho. Também existem autocarros para Oswiecim - pode comprar um bilhete de ida e volta por 45zl ou só ida por 23zl. Pode depois apanhar um autocarro para Auschwitz, ou pode caminhar até lá (aproximadamente 1 km) em cerca de 20-25 minutos. Existem autocarros directos entre Auschwitz e Birkenau. São grátis e fazem a viagem a cada meia-hora. Se preferir, pode caminhar entre os 3,2 km entre os campos (não é uma caminhada muito agradável porque é ao longo de estradas, sem nada para ver). Se tiver perdido o autocarro, um táxi entre os dois sítios custa cerca de 15 zl.

Na cidadezinha vizinha de Oświęcim param comboios locais (desde Cracóvia - 1h30m) e internacionais (Viena, Praga).

Excursões desde Cracóvia[editar]

Várias companhias fazem viagens organizadas desde Cracóvia por cerca de 100 zl. Estas normalmente incluem um mini-autocarro que o vai buscar a Cracóvia e uma visita guiada das 11h00 às 14h30.

Taxas e Permissões[editar]

A entrada é grátis, nem é preciso bilhete, embora as doações sejam encorajadas. As visitas guiadas a Auschwitz custam (preços de Abril de 2009) aproximadamente 48zl e os estudantes tem desconto: 34zl por um bilhete. Irá precisar de 10zl ou 5€ para alugar auriculares se fizer a visita guiada. O museu está aberto até às 16h00 no Inverno. Se fizer a visita guiada das 12h30 volta a tempo de apanhar o autocarros das 16h00 para Cracóvia (para nas traseiras de Auschwitz I, não na estrada principal).

As visitas guiadas são dadas em várias línguas, e são recomendadas se quiser um conhecimento mais profundo dos campos, mas consegue um bom conhecimento da área comprando um guia e um mapa (guia pequeno e simples = 4zl; guia mais detalhado = 12zl - cobre Auschwitz e Birkenau) e vagueando sozinho pelos campos. Cada uma das exposições é descrita em polaco com traduções em outras línguas, mas consegue compreender tudo muito melhor se se juntar a uma visita com um guia.

Circule[editar]

Dentro do Memorial e Museu de Auschwitz só pode andar a pé.

Veja[editar]

Entrada para Auschwitz-Birkenau e antigo caminho-de-ferro.
  • Auschwitz I foi o primeiro campo a ser usado (e portanto é chamado Stammlager, ou campo principal). Consiste num conjunto de antigas casernas e quartéis polacos. Dentro de alguns deles encontrará informação, fotos e pertences pessoais que ilustram a vida e as crueldades vividas neste campo. A única cãmara de gás do complexo situa-se aqui mas, como está indicado na câmara, é uma reconstrução de como seria na altura da guerra, realizada depois de esta ter acabado.
    • Edifício Principal. Na entrada para Auschwitz I existe um museu com um "mini-cinema" onde se mostra um pequeno filme de 17 minutos, filmado por soldados ucranianos no dia após a libertação do campo. Pode ser um pouco chocante para crianças, e custa 3,5 zl. O filme é exibido às 11h00, 11h30, 12h00, 13h00, 13h30, 15h00, & 17h00. Aqui se situam as livrarias e casas-de-banho; considere comprar um guia por 3 zl ou um mapa por 5 zl.
  • Auschwitz-Birkenau era o segundo campo e fica a cerca de 3 km de Auschwitz I. Ainda pode ver o portão de entrada, o antigo caminho-de-ferro e muitas das antigas casernas e quartéis. O sítio é enorme. Pode também ver os edifícios onde rapavam o cabelo dos prisioneiros recém-chegados e lhes davam as suas "novas" roupas, as ruínas de cinco câmaras de gás, a lagoa onde se despejavam as cinzas de milhares de pessoas, e um memorial. Explorar todo o sítio pode demorar várias horas. Alguns visitantes acham a experiência cruciante.

Faça[editar]

Visitas guiadas do sítio[editar]

Entrada de Auschwitz-Birkenau.

As visitas guiadas a Auschwitz custam (preços de Abril de 2009) aproximadamente 48zl e os estudantes tem desconto: 34zl por um bilhete. Irá precisar de 10zl ou 5€ para alugar auriculares se fizer a visita guiada. O museu está aberto até às 16h00 no Inverno. Se fizer a visita guiada das 12h30 volta a tempo de apanhar o autocarros das 16h00 para Cracóvia (para nas traseiras de Auschwitz I, não na estrada principal).

As visitas guiadas são dadas em várias línguas, e são recomendadas se quiser um conhecimento mais profundo dos campos, mas consegue um bom conhecimento da área comprando um guia e um mapa (guia pequeno e simples = 4zl; guia mais detalhado = 12zl - cobre Auschwitz e Birkenau) e vagueando sozinho pelos campos. Cada uma das exposições é descrita em polaco com traduções em outras línguas, mas consegue compreender tudo muito melhor se se juntar a uma visita com um guia. O horror do que aqui ocorreu é quase inimaginável e um guia ajudá-lo-á a perceber o que um quarto cheio de cabelo humano ou o que milhares de sapatos de criança significam.

Compre[editar]

No edifício principal de Auschwitz I situam-se as livrarias, onde pode comprar um guia (guia pequeno e simples = 4zl; guia mais detalhado = 12zl - cobre Auschwitz e Birkenau) ou um mapa (5 zl). Na livraria também existem outros livros sobre os campos de concentração. Do outro lado da rua de Auschwitz I existe um complexo comercial.

Coma[editar]

Existe um café básico no centro de informações principal de Auschwitz I e uma máquina de café na livraria em Birkenau. Do outro lado da rua de Auschwitz I existe um pequeno complexo comercial, e, embora a qualidade de alguns restaurantes seja má, tem comida rápida e barata. Existem vendedores de cachorros quentes e de comidas semelhantes à porta do museu principal, no fim do parque de estacionamento.

Se preferir, pode deslocar-se a Oświęcim e comer num dos restaurantes da cidade. Eis alguns restaurantes da cidade de Oswiecim:

  • Hotel Galicja, Rua Dabrowskiego, (+48 33) 843 61 15/ 843 66 80 (), [2]. Um hotel com três restaurantes. Todos são caros, com cozinha sofisticada.  editar
  • Rapsodia, Rua Sniadeckiego (à beira do Centro Cultural), +48 (33) 842 28 69. Uma pizzaria com boas pizzas ao estilo ataliano, e preços razoáveis.  editar
  • Scorpion Restaurant, (em frente da estação). Muito barato, com uma grande variedade de pratos para escolher enquanto espera pelo comboio.  editar

Beber e sair[editar]

Dentro de Auschwitch, os únicos sítios para beber são os descritos na secção Coma.

Em Oświęcim, existem alguns bares:

  • Galerija. Um bar agradável, por vezes com algumas exposições.  editar

Durma[editar]

Não pode dormir no complexo. Os hotéis mais próximos situam-se em Oświęcim. Eis alguns desses hotéis:

  • Hotel Olecki, Ul. Stanisławy Leszczyńskiej 12, + 48 (0)33 847 50 00 (, fax: + 48 (0)33 847 50 33), [3]. O Hotel Olecki situa-se a apenas 200 etros da entrada de Auschwitz, no centro de Oświęcim. Os quartos tem uma televisão e internet grátis. Existem quartos especiais para pessoas com mobilidade condicionada.  editar
  • Hotel Galicja, Ul. Dabrowskiego 119, (+48 33) 843 61 15/ 843 66 80 (, fax: (+48 33)843 61 16), [4]. Situa-se num local excelente, num edifício do século XIX renovado, rodeado pela floresta. Tem três restaurantes e um bar na adega. Todos os quartos tem casa-de-banho privada e são funcionais. Todos tem TV por satélite, internet grátis e secador de cabelo. Situa-se a apenas 4 km de Auschwitz. É famoso por ter recebido muitos hóspedes famosos, como Jacques Chirac e membros da família real holandesa.  editar
Auschwitz.

Respeite[editar]

Não se esqueça que está a visitar a "sepultura" de uma multidão de pessoas, e que este sítio tem um significado incalculável para uma grande parte da população mundial. Existem muitos homens e mulheres vivos que passaram tempo aqui, e muitos mais são os que tinham entes queridos que aqui morreram ou trabalharam até à morte, tanto judeus como gentios. Trate o sítio com toda a dignidade, solenidade e respeito que merece. Não faça piadas acerca do Holocausto ou sobre os nazis. Não desforme o sítio marcando ou graffitando as suas estruturas. São permitidas fotografias nas áreas exteriores, mas lembre-se que isto é principalmente um memorial, não uma tracção turística, e de certeza que existirão visitantes com uma ligação pessoal a estes campos, por isso seja discreto com as câmaras.

Partir[editar]

Castelo de Wawel, Cracóvia.
  • Cracóvia - A cidade de Cracóvia é a capital da província de Pequena Polónia (Malopolskie), no sul da Polónia. Cobre ambas as margens do rio Wisla (ou Vístula), numa região montanhosa no sopé doa Cárpatos. É a segunda maior cidade polaca, com uma população de 756 000 (1,4 milhões incluindo a área metropolitana). Foi o primeiro Património Mundial do mundo, juntamente com outros onze sítios, e tem um centro histórico que é uma das maiores atracções polacas.
  • Wieliczka - Uma cidade conhecida pelas suas antigas minas de sal, actualmente um museu, a 17 km de Cracóvia. Um dos 12 Patrimónios Mundiais originais e um ponto de visita obrigatória. O preço da entrada para as minas (64PLN) é alto comparado com outras atracções turísticas do país.
  • Wadowice - 40km a sudoeste de Cracóvia fica a terra natal de Karol Wojtyla, mais conhecido por João Paulo II.



Este artigo é um guia. Ele tem muita informação, incluindo listas de hotéis, restaurantes, atracções e informação sobre chegada e partida. Mergulhe fundo e ajude-o a crescer!


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